Apeoesp: Serra não admite erro em teste de professores

A Associação dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) rebateu as críticas do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), que hoje acusou a entidade de estar contra o ensino e a educação e afirmou ser este o padrão Apeoesp. Para a entidade, Serra não admite o erro de organização da Secretaria da Educação ao dar nota zero a 3 mil professores, em exame realizado em dezembro.

Agência Estado |

"Este é o padrão Serra. Ele está alucinado com 2010", criticou a presidente da Apeoesp, professora Maria Izabel Azevedo Noronha.

A causa do atrito é a afirmação da Apeoesp de que o motivo pelo qual 3 mil dos 214 mil professores temporários tiraram zero no exame que avalia o magistério do Estado foram falhas na organização do teste. Sob este argumento, a entidade entrou na Justiça e obteve decisão favorável que impede o governo estadual de usar os resultados do exame no processo de atribuição de aulas aos professores temporários. Como consequência, o início das aulas na rede oficial foi adiado do dia 11 para 16 de fevereiro

Hoje, Serra afirmou que o resultado do exame está correto. "Não houve (erro na avaliação)", disse o governador. "A Apeoesp é contra a avaliação e faz o possível para atrapalhar o ensino em São Paulo. A Apeoesp é contra o ensino e contra a educação. Quisemos fazer o exame nos professores temporários para melhorar a qualidade. A Apeoesp é contra e foi à Justiça. Fizemos material didático de currículo para ajudar os professores a darem aula e os alunos a terem material para estudar. Eles queimaram em praça pública. Esse é o padrão Apeoesp."

A professora afirmou que a entidade é séria e tem compromisso com a educação. "Não esperava do governador um comportamento diferente, um governador que não admite que a Secretaria da Educação errou e que não teve competência para aplicar um exame aos professores. É por esse erro que o início das aulas foi adiado", afirmou.

Maria Izabel disse ainda que o episódio da queima de livros no ano passado não foi uma ação de professores, mas de alunos. "Quero que ele dê nome aos bois e diga quem da Apeoesp estava lá. Ele vai ter que comprovar, isso é leviandade e eu não admito."

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG