Apeoesp quer proposta do governo de SP até amanhã

A Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) deu um prazo até amanhã para que a Secretaria de Educação do Estado apresente propostas para negociação, que serão avaliadas, em assembléia, na sexta-feira. No entanto, a secretaria adiantou que não tem propostas a oferecer à Apeoesp e ressaltou que a revogação do decreto que restringe a transferência de professores efetivos não está em discussão, uma vez que inclui medidas para beneficiar o aprendizado dos alunos.

Agência Estado |

Hoje, terceiro dia da greve da categoria, os entendimentos não avançaram. Os professores pedem, entre outras medidas, a revogação do Decreto 53037/08, que limita a transferência. Hoje, a secretaria recebeu representantes da Apeoesp, Centro do Professorado Paulista (CPP), Sindicatos de Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado de São Paulo (Udemo), dos Funcionários e Servidores da Educação (Afuse) e de Supervisores do Magistério no Estado de São Paulo (Apase) e Associação dos Professores Aposentados do Magistério Público do Estado de São Paulo (Apampesp). A pasta pediu que a categoria apresente sugestões de mudanças para o decreto. A Apeoesp, no entanto, informou que não apresentará proposições.

"A entidade não quer mudanças no decreto, quer sua revogação. Esse decreto significa a perda de um direito adquirido", informou a assessoria da Apeoesp. A Secretaria da Educação e a Apeoesp continuam a apresentar informações díspares sobre a greve. Segundo o governo de São Paulo, apenas 2% (4,6 mil) dos 250 mil professores aderiram à paralisação. "Número insignificante, dado que o índice de faltas registrado, diariamente, chega a 10%", avaliou a secretaria. O sindicato, no entanto, sustenta que cerca de 60% das 5,5 escolas do Estado aderiram ao movimento.

A assessoria da Apeoesp informou ainda que a greve não acabará até que a pauta de reivindicações, entregue à secretaria em janeiro, seja atendida. "Vamos continuar até atingir todas as escolas; o objetivo é paralisar o Estado", destacou. A secretaria alega ainda que o decreto, assinado em maio pelo governador José Serra (PSDB), não representa a perda de direito adquirido, pois não revoga nenhum direito da categoria. Mas estabelece medidas que contribuem para melhorar a qualidade do ensino, como o prazo mínimo de permanência na instituição para que o professor tenha o direito de pedir transferência, e a aplicação de provas aos professores sobre as disciplinas que lecionam.

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