A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo lamentou hoje, em nota, a continuidade da greve dos professores, decidida hoje em assembléia na Avenida Paulista. A secretaria argumenta que, mesmo com o anúncio de reajuste salarial de 12,2%, os professores decidiram manter o movimento iniciado no dia 16, o que mostra que o sindicato não está preocupado com a qualidade de ensino das escolas paulistas, segundo a pasta.

A secretaria reafirmou que professores chamados eventuais foram convocados a cobrir faltas de grevistas para que os alunos não percam as aulas. A pasta reafirmou que o Decreto 53.037, criticado pelos sindicalistas, tem como objetivo melhorar o ensino por meio da redução de transferências e que o aumento anunciado está na Assembléia Legislativa para votação. Para terminar a paralisação, a categoria exige, no entanto, a revogação do decreto e um aumento que eleve os salários a R$ 2 mil. Os professores fizeram uma assembléia de quase duas horas hoje, no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista.

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