O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), atacou hoje a Associação dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), dizendo que a entidade é contra o ensino e a educação. A causa do atrito é a afirmação da Apeoesp de que o motivo pelo qual 3 mil dos 214 mil professores temporários tiraram zero no exame que avalia o magistério do Estado, realizado em 17 de dezembro, foram falhas na organização do teste.

Sob este argumento, a entidade entrou na Justiça e obteve decisão favorável que impede o governo estadual de usar os resultados do exame no processo de atribuição de aulas aos professores temporários.

"Não houve (erro na avaliação)", disse o governador. "A Apeoesp é contra a avaliação e faz o possível para atrapalhar o ensino em São Paulo. A Apeoesp é contra o ensino e contra a educação. Quisemos fazer o exame nos professores temporários para melhorar a qualidade. A Apeoesp é contra e foi à Justiça. Fizemos material didático de currículo para ajudar os professores a darem aula e os alunos a terem material para estudar. Eles queimaram em praça pública. Esse é o padrão Apeoesp."

A juíza da 13ª Vara da Fazenda Pública, Maria Gabriella Pavlópoulos Spolonzi, aceitou o pedido de liminar da Apeoesp e impediu que a Secretaria de Educação utilizasse o resultado das provas no processo de atribuição de aulas aos professores temporários. A disputa judicial adiou o início do ano letivo de 5 milhões de alunos da rede estadual de ensino de 11 para 16 de fevereiro.

Para evitar um novo adiamento, o governo decidiu manter neste ano o critério anterior, que era a classificação por tempo de serviço e títulos. O resultado da prova, que avalia se os professores têm conhecimento da proposta curricular do Estado, seria incluído no processo neste ano. Em nota, a secretaria estadual afirma que "continuará a defender na Justiça a avaliação de professores, com apoio da Procuradoria Geral do Estado (PGE)".

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