No primeiro dia de pagamento, o bônus por desempenho na rede estadual de ensino levou 2.435 professores a procurar o site da Associação dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), o sindicato da categoria, para registrar reclamações.

Uma das queixas frequentes diz respeito ao desconto para quem estava em licença-prêmio, de 90 dias. O bônus foi criado para premiar professores e funcionários de escolas que alcançassem suas metas de desempenho.

Com base o Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp) e o número de faltas, o bônus foi bastante elogiado por parte dos educadores, que enxergaram nele um incentivo ao mérito, mas muito criticado pelos sindicatos. Cerca de 72% dos 270 mil funcionários da rede alcançaram ao menos parcialmente suas metas e receberam o bônus de até 2,9 salários. Valores mais altos foram de R$ 15 mil, pagos para diretores. Também foram premiados professores das escolas com melhores índices. “Constatamos problemas legais no bônus que vamos resolver com ação na Justiça”, diz César Pimentel, advogado da entidade.

“Discordamos do entendimento da secretaria sobre a lei que criou esse incentivo e vamos pedir que ele seja então pago a todos”, diz Pimentel. Por meio de nota, a Secretaria da Educação informou que “dias não trabalhados por servidores da pasta são descontados, já que o bônus tem objetivo de premiar os funcionários que mais auxiliaram na melhoria de aprendizado”. O texto diz que "a posição do sindicato aponta claramente para um modelo que não diferencia os profissionais mais esforçados dos demais”. Segundo a pasta, professores com reclamações devem procurar a diretoria da escola. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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