Apenas nove atos foram assinados por Sarney, rebate diretoria-geral do Senado

BRASÍLIA - Em nota divulgada à imprensa nesta quinta-feira, o diretor-geral adjunto do Senado Federal, Luciano de Souza Gomes, afirmou que, dos 663 atos que vinham sendo mantidos secretos pela ex-diretoria da Casa, José Sarney (PMDB-AP) assinou apenas dois deles como presidente, e, em conjunto com a Mesa Diretora, outros sete.

Carol Pires, repórter em Brasília |

Luciano de Souza Gomes informa ainda que nenhum dos atos tratava de nomeação e exoneração de qualquer pessoa, e que os atos que Sarney assinou como membro da Mesa Diretora, foram aprovados pelo plenário da Casa.

Agência Senado
Sarney nesta quinta-feira no Senado
A nota é uma resposta à reportagem publicada nesta quinta-feira pelo jornal O Estado de S.Paulo, que revela que, dos 663 atos secretos anulados, pelo menos 10% favoreceram familiares e aliados políticos de José Sarney . A matéria lista os servidores ligados ao presidente José Sarney que foram nomeados por atos secretos, mas, em momento algum, diz que os atos foram assinados pelo mesmo.

Recesso

José Sarney não escondeu o alívio nesta quinta-feira ao deixar a Casa no final do expediente. Questionado se ele estava contente com a conclusão da votação dos projetos previstos para o primeiro semestre do ano, Sarney assentiu com a cabeça e disse:  Graças a Deus.

Nesta quarta-feira o plenário do Senado aprovou 37 propostas, entre elas uma nova Lei Nacional de Adoção, que possibilita a adoção por pessoas maiores de 18 anos, independente do estado civil. Os senadores aprovaram ainda mudanças no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

No mesmo dia, o Congresso Nacional aprovou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2010. Aprovado a LDO, senadores e deputados foram autorizados a sair de recesso. As atividades no Congresso Nacional serão retomadas na primeira semana de agosto.

Crise no Senado

A base aliada do governo precisou correr contra o tempo para a provar a LDO em tempo do recesso parlamentar. Os governistas esperam que a crise que se abateu sobre o presidente José Sarney seja arrefecida pelos dias de folga no parlamento.

Na volta do recesso, o Conselho de Ética do Senado terá que analisar quatro denúncias e uma representação contra Sarney. Pesam contra o presidente denúncias de que teria sido beneficiado pela edição de atos administrativos secretos e ainda de que teria responsabilidade no suposto esquema de desvio de dinheiro de incentivos culturais doados pela Petrobras à fundação José Sarney. 

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