Apenas 32% dos R$ 360 milhões destinados para SC foram utilizados, afirma secretário

BRASÍLIA - Apenas 32% dos R$ 360 milhões liberados pela Medida Provisória 448 foram utilizados até agora, segundo o Secretário de Justiça e Cidadania do Estado, Justiniano Pedroso. A MP 448 foi assinada em dezembro pelo presidente Lula para ajudar o Estado de Santa Catarina, devastado pelas enchentes que ocorreram na região no final do ano passado.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

Acordo Ortográfico Nesta terça-feira, uma comitiva catarinense, composta por representantes do executivo estadual, se reuniu com o secretário Nacional de Defesa Civil do Ministério da Integração Nacional, Roberto Guimarães, para pedir rapidez na liberação desses recursos.

De acordo com Justiniano Pedroso, dos R$ 360 milhões disponibilizados pela MP 448, R$ 105 milhões seriam destinados a ajuda imediata das vítimas, R$ 135 milhões para reconstrução de infraestrutura, enquanto os R$ 120 milhões restantes devem ser usado em obras de prevenção de novas catástrofes. Porém, até agora, apenas R$ 40 milhões foram usados em ajuda imediata às vítimas da tragédia, e outros R$ 71 milhões foram empenhados para obras de recuperação da região.

Nós estamos buscando uma modificação na burocracia para tomar mais ágil o recebimento desses recursos, diz o secretário Roberto Guimarães. De acordo com ele, técnicos do ministério, juntamente com técnicos do Estado de Santa Catarina irão discutir operacionalmente como faremos a aplicação desses recursos.

Novas enchentes

Nas últimas semanas, as chuvas voltaram a atingir regiões de Santa Catarina. De acordo com relatório divulgado nesta terça-feira (6) pela Defesa Civil do Estado, já chega a 12 o número de cidades que decretaram situação de emergência. Mais de 600 pessoas estão desabrigadas e 1.823 desalojadas.

Justiniano Pedroso disse que o assunto também foi motivo de debate durante o encontro com o secretário do ministério da Integração Nacional. Há uma disponibilidade dos municípios fazerem seus levantamentos do prejuízo para usarmos também desses recursos, disse.

É algo inacreditável. Tínhamos morros com vegetação nativa, que veio o morro abaixo. As casas, às vezes, estavam construídas, nem no morro, mas embaixo dele, e esse morro derreteu, lamentou Pedroso. O governador Luiz Henrique formou um grupo de estudo, inclusive com geólogos, para estudar o que causou toda essa tragédia e articular planos de prevenção, concluiu.

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