Apenas 32% das mães usam a cadeirinha, aponta pesquisa

Uso dos dispositivos de segurança é motivo de dúvida entre as condutoras

iG São Paulo |

Antes da lei das cadeirinhas entrar em vigor (na próxima quarta-feira), o uso adequado dos equipamentos tem sido feito por apenas por 32% das mães e ainda é motivo de muitas dúvidas entre as condutoras. É o que aponta uma pesquisa realizada pela organização não-governamental (ONG) Criança Segura.

A pesquisa foi realizada com mães de cinco capitais brasileiras e a indica números idênticos de cumprimento da regra entre as camadas sócio-econômicas. Segundo a pesquisa, tanto na classe AB quanto na CD, o índice de mães que transportam as crianças adequadamente esteve no patamar de um terço.

A baixa adesão aos equipamentos de segurança constatada na pesquisa reflete a visão das mães sobre o perigo do trânsito. Perguntadas espontaneamente sobre quais seriam os riscos que as crianças em geral podem estar expostas no dia a dia, só 8% apontaram "acidente de trânsito no automóvel, ônibus e bicicleta". "Isso mostra que se trata de uma questão cultural, mais enraizada na sociedade brasileira, e o nível social não interfere no resultado", diz a coordenadora nacional da Criança Segura, Alessandra Françoia.

Dúvidas

Na última sexta-feira (27), o Ministério Público Federal (MPF) informou ter recebido uma série de reclamações e dúvidas sobre o uso das cadeirinhas em veículos que não estão enquadrados na regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Segundo o MPF, o maior número de reclamações é de mulheres. “Embora essas mães sejam obrigadas, por lei, a usarem esses equipamentos, elas não sabem qual tipo de cadeirinha devem comprar para garantir a segurança de seus filhos. Por isso, esses tipos de veículos devem ser incluídos na regulamentação do Contran”, explica o procurador, Jefferson Aparecido Dias, responsável pelo caso.

Fiscalização

A partir de quarta-feira, crianças deverão ser levadas no banco traseiro, com o uso de dispositivo adequado para cada faixa etária. Para quem tem até um ano, o equipamento é o bebê conforto; de 1 a 4 anos, é a cadeirinha. De 4 a 7 anos e meio é o assento de elevação, conhecido como booster. O descumprimento da norma é infração gravíssima, com multa de R$ 191,54 e sete pontos na carteira.

*Com informações da AE

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