Apenas 2% das investigações da PF envolvem políticos, diz Tarso

BRASÍLIA - Em audiência pública na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), o ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou nesta terça-feira que apenas 2% dos inquéritos apurados pela Polícia Federal têm relação com políticos brasileiros.

Carol Pires |

Não temos uma polícia política no Brasil. A maior parte dos nossos casos são inquéritos sobre tráfico de drogas, contrabando. Menos de 2% atinge os políticos. E eles são para apurar geralmente financiamento ilegal de campanha e delitos contra Estado, que atingem pessoas de todos os partidos, disse o ministro.

Tarso Genro e o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, foram convocados à CCJ para falar sobre a Operação Castelo de Areia, ação da Polícia Federal que investiga crimes de lavagem de dinheiro e superfaturamento supostamente cometidos pela empreiteira Camargo Corrêa.

No relatório da Polícia Federal, parlamentares de oposição também aparecem como possíveis ganhadores de doação ilegal de campanha da Camargo Corrêa. De acordo com o ministro Tarso Genro, porém, a polícia federal não age por interesse político.

Eu tenho verdadeiro desprezo por polícias políticas, seja em que regime for porque elas representam um estado e nós não aceitamos esse tipo de postura, disse o ministro. 

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