Apadrinhados de políticos tiram licença na Infraero

SÃO PAULO - Os apadrinhados de políticos demitidos ou na lista de corte da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) estão tirando licenças de saúde. Assim, não podem ser dispensados nesta fase.

Agência Estado |

Na segunda-feira, Mônica Infante Azambuja, ex-mulher do deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), por exemplo, entrou com pedido de licença médica de 30 dias - a 13.ª que apresenta à empresa, desde que assumiu vaga de assessora.

Mônica ainda não foi demitida como o irmão e a cunhada do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Seu nome estava na lista a ser anunciada na semana que vem. Mas, diante da licença médica, sua demissão terá de ser adiada. Henrique Eduardo Alves disse desconhecer os motivos da licença e negou o apadrinhamento da ex-mulher. O "Estado" tentou contactar Mônica, mas não a localizou em sua casa.

Dois outros apadrinhados de políticos na Infraero também entraram de licença médica: José Roberto de Oliveira, que trabalhava na superintendência regional de Guarulhos, e Luiz de Faria Filho, da regional do Recife.

O padrinho de ambos era o ex-presidente da Infraero Carlos Wilson, que morreu há pouco mais de um mês vítima de um câncer. Faria apresentou atestado no dia 8, com perícia marcada para 31 deste mês.

Oliveira entrou de licença no dia 16 de abril, antes da divulgação da lista de apadrinhados em vias de demissão. Seu afastamento acaba em 31 de agosto. Faria disse ao "Estado" que está com calcificação nas vértebras. Oliveira não foi localizado. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo."

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