Alexandre Nardoni e Anna Carolina Trotta Jatobá, pai e madrasta da menina Isabella Nardoni, de 5 anos, deixaram a prisão nesta sexta-feira e passaram a noite na casa do pai dele. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, ao deixar a prisão a madrasta desabafou e disse: Não sou assassina. Câmeras de TV registraram também Anna Carolina agradecendo a Deus pela liberdade. Alexandre permaceu calado. Ambos foram beneficiados pelo habeas-corpus concedido pelo Desembagador Caio Eduardo Canguçu de Almeida.

  • Libertação de casal não afeta investigações, diz delegada
  • Justiça concede pedido de habeas-corpus ao casal
  • Veja a íntegra do habeas-corpus
  • A defesa: Em cartas, casal diz que é inocente
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  • Assista abaixo ao momento em que Anna Carolina deixa a prisão:

    Anna Carolina deixou o 89º Distrito Policial (DP), localizado no Portal do Morumbi, na zona sul de São Paulo, por volta das 15h30 desta sexta-feira. Ela estava presa desde a última quinta-feira, dia 3, por suspeita de envolvimento na morte de Isabella.

    A saída de Anna Carolina foi marcada por protestos de um pequeno grupo que estava em frente à delegacia. Logo depois foi encaminhada ao IML para fazer exame de corpo de delito.

    Segundo informações da polícia, Anna Carolina soube da decisão da Justiça pela televisão ainda quando estava na cela. Ela teria chorado muito.

    Assista abaixo ao momento em que Alexandre deixa a prisão:

    Também sob protestos e muita confusão, Alexandre Nardoni, de 29 anos, pai de Isabella e que estava detido no 77º Distrito Policial (DP), localizado no bairro de Santa Cecília, região central de São Paulo, foi solto por volta das 14h35 ( leia mais aqui ). 

    O pedido de habeas-corpus foi feito pelos advogados do casal e protocolado junto ao Tribunal de Justiça (TJ) na segunda-feira, dia 7, sob os argumentos de que ambos não ofereceriam risco às investigações. Esse argumento foi rebatido pelo promotor Francisco José Taddei Cembranelli, que acompanha o caso. Segundo ele, o contato direto do casal com testemunhas importantes do caso poderia interferir no inquérito.

    Reprodução
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    Em entrevista coletiva, o advogado Ricardo Martins, que defende o casal, disse que "foi uma decisão bastante justa. Não havia provas e os elementos que justificam a prisão temporária não estavam presentes. Houve uma precipitação, sem dúvida nenhuma, principalmente por parte da polícia". "Agora se começou a fazer justiça", completou.

    Para TJ, pai e madrasta não atrapalham investigação

    O desembargador Caio Eduardo Canguçu de Almeida, da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, argumentou em sua decisão que Nardoni e Anna Carolina não deram nenhuma prova de que possam comprometer, dificultar ou impedir a apuração das investigações, no despacho em que deferiu o pedido de habeas-corpus do casal.

    Em sua decisão, o desembargador aponta ainda que o fato de Alexandre e Anna Jatobá terem se apresentado espontaneamente pesou em favor da decisão.

    No despacho, Almeida aponta que a prisão temporária é uma medida excepcional, "tolerada apenas nas hipóteses precisamente fixadas em lei, imperiosa à apuração da autoria do fato criminoso e à produção de provas que se tornariam inviáveis com os investigados em liberdade".

    O caso

    AE
    Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Trotta Peixoto.

    No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio em que o pai mora. A polícia descartou desde o princípio a hipótese de acidente. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que Isabella foi jogada da janela do apartamento por alguém.

    O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

    O pai teria alegado à polícia que um homem invadiu o seu apartamento. Ele e Anna Carolina afirmam ser inocentes e, por meio de cartas, disseram esperar que "a justiça seja feita".

    (*Com informações de Ana Freitas, Juliana Simon, Silvia Melo e Gregório Russo)

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