Ao PT, Lula reitera importância de alianças para eleger Dilma

BRASÍLIA (Reuters) - Na noite anterior à defesa da candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à sua sucessão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fez uma defesa da necessidade de o PT realizar alianças partidárias, mesmo que com legendas que, no passado, não eram seus tradicionais aliados. Sem mencionar o PMDB, Lula disse, em discurso no Congresso Nacional do PT, que quando chegamos ao governo, vimos que era preciso dar um passo a mais para a governabilidade.

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O presidente citou, no entanto, a ligação com o PDT, PSB, PCdoB, PR e PRB, do vice-presidente José Alencar.

Lula também insistiu que a militância reforçasse os palanques das legendas aliadas nos Estados em que o PT não tiver candidatura própria para governador.

"Queremos ajudar os outros partidos a ganharem governadores também", destacou.

O presidente aproveitou ainda para enviar um recado à oposição. "Aqueles que queriam acabar (com a nossa raça) estão quase acabando", disse Lula em referência a declaração do ex-presidente do Democratas Jorge Bornhausen na época do escândalo do mensalão, em 2005.

A afirmação de Bornhausen também foi lembrada pelo novo presidente do PT, José Eduardo Dutra, que assumiu nesta sexta-feira, entre outros líderes petistas.

"Se fôssemos levar a sério o que falam de nós, nós já não existiríamos", completou Lula.

O Democratas vive uma crise por conta de acusações de corrupção envolvendo o governador licenciado do Distrito Federal, José Roberto Arruda, preso há mais de uma semana. O Distrito Federal é a única Unidade da Federação governada pelo DEM.

Lula afirmou ainda que, quando deixar a Presidência em 2011 vai trabalhar pela integração do PT aos demais partidos de esquerda da América Latina.

(Por Carmen Munari e Fernando Exman)

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