Ao menos 32 baianas foram levadas para a Espanha e Itália por aliciadores e estelionatários, diz jornal

SALVADOR - Pelo menos 32 baianas foram levadas para a Espanha e Itália por aliciadores e estelionatários que comandavam quadrilhas de tráfico de mulheres para prostituição na Europa. As passagens aéreas eram compradas com cartões de crédito clonados. As informações foram divulgadas ontem pela Polícia Federal, que desarticulou duas quadrilhas ligadas ao tráfico internacional de mulheres e prendeu sete pessoas em Feira de Santana, segundo o jornal Tribuna da Bahia.

Agência Nordeste |

De acordo com o delegado federal Rodrigo Bastos, chefe da Operação Férias/Princesa do Sertão, os grupos eram independentes e os cabeças foram apanhados. Há dois anos elas vinham agindo na Bahia. O esquema era levar para Europa mulheres, conscientes e maiores de 30 anos que se prostituíam, basicamente na Espanha e Itália.

Foram cumpridos nove mandados de prisão e 15 de busca e apreensão, na manhã de ontem, durante operação Férias/ Princesa do Sertão, que visa combater o tráfico internacional de pessoas, principalmente mulheres. As prisões ocorreram nas cidades de Feira de Santana, Salvador e em Vitória, no Espírito Santo. Os bens dos investigados foram bloqueados.

Um farto material de cartões de crédito clonados e passaportes falsificados foi encontrado em poder de membros das quadrilhas. A partir de agora o lote será analisado para dar sustentação a prisão temporária, como informou Bastos. Sem citar nomes de vítimas e dos envolvidos, o delegado informou que tudo começou com a Polícia Civil que recebeu queixa de familiares de uma das moças levadas para o exterior. Como o tipo de crime é da competência federal a PF entrou no caso, sendo também assessorada pela Interpol, uma polícia de cooperação internacional.

A quadrilha, que traficava mulheres para se prostituírem em países europeus, seria comandada por Bruno Santana, um empresário que realizava corridas de carro no município de Feira de Santana. Ele foi preso na manhã de ontem, em sua casa, e diversos veículos utilizados em pegas foram apreendidos, além de documentos falsos como passaportes e cartões de crédito.

O procurador da República, Vladimir Aras, informou que a operação se iniciou após dados fornecidos pelo Departamento de Crimes contra a Vida, da Polícia Civil, que investigava o tráfico internacional de mulheres. As investigações foram continuadas em fevereiro de 2008 pela Superintendência da Polícia Federal em conjunto com a Procuradoria da República em Feira de Santana.

A PF informou que das 32 mulheres, 13 foram levadas para a cidade de Ibiza, na Espanha, e outras 19 para a cidade de Brecia, na Itália. Elas teriam embarcado nos aeroportos de Salvador, Guarulhos e do Rio de Janeiro.

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