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Ao lado de Serra, Cabral diz que César Maia não fez dever de casa da dengue

RIO DE JANEIRO - Ao lado do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), sem citar nominalmente o prefeito do Rio, César Maia (DEM), o governador Cabral fez uma crítica à falta de atenção com que o município tratou o problema.

Redação com agências |


"Temos de fazer o dever de casa. Aliás, se a cidade do Rio de Janeiro tivesse feito o dever de casa lá atrás, quando Serra era ministro da Saúde (e César Maia já era prefeito da capital) e implementou no Brasil o Programa de Saúde da Família (PSF), certamente (não teríamos a epidemia), porque a lógica da Saúde é que a porta de entrada é a rede básica", destacou.

Cabral disse que já houve avanços no combate à epidemia de dengue no Estado, mas a crise ainda não acabou. "Conseguimos mudar a curva dramática da situação no Rio, mas ainda estamos em crise, ela ainda não acabou", destacou, após visitar o Museu da Língua Portuguesa, na capital paulista, em companhia de Serra, de autoridades das duas administrações e do presidente da Fundação Roberto Marinho, José Roberto Marinho.

Para o governador do Rio, não é normal que uma pessoa com dengue dispute a emergência de um hospital com um atropelado, um baleado ou um enfartado.

"Por isso que nós corremos e fizemos as tendas de hidratação, para tirar da emergência dos hospitais esses pacientes que ficam disputando desesperadamente a atenção dos médicos", argumentou.

Cabral disse que essas tendas conseguiram, de certa maneira, acalmar as emergências e dar conforto aos doentes. Além disso, citou que sua administração triplicou o número de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) pediátricas nos últimos 15 dias.

Ao lado do governador paulista, Cabral elogiou a iniciativa do Estado de São Paulo de enviar médicos para ajudar no combate à epidemia de dengue. Classificando a ajuda de "extraordinária", o governador do Rio disse que "Serra fez dois movimentos comoventes": o primeiro de enviar um grupo de médicos da estrutura do Estado e o outro de estimular a ida de um grupo de médicos e profissionais de saúde do Albert Einstein, que estão respondendo exclusivamente por uma tenda de hidratação no bairro do Meyer. Segundo Cabral, não houve nenhum registro de morte nessas tendas.

Mortes confirmadas

A Secretaria Municipal de Saúde confirmou nesta quinta-feira mais duas mortes por dengue e com isso sobe a 47 o número de óbitos no município e a 81 no Estado ¿ na epidemia de 2002, foram 91.

As duas pessoas morreram em março: uma mulher de 55 anos que estava internada no Instituto Nacional do Câncer (Inca) e um homem de 81 anos que estava no Hospital Salgado Filho. 

O secretário do Ambiente, Carlos Minc, informou que em reunião com representantes da limpeza urbana de 16 municípios da região metropolitana foi decidida a adoção de medidas para evitar que o lixo se transforme em potenciais focos de dengue.

As medidas incluem dobrar a coleta diária em áreas de grande incidência; retirar pneus de áreas consideradas críticas, realizar sobrevôos para identificar depósitos clandestinos de lixo; e retirar carcaças de veículos abandonados.

Na Baixada Fluminense, explicou, a proposta é reduzir a partir desta sexta-feira o preço cobrado nos aterros sanitários de Gramacho e Nova Iguaçu enquanto durar a epidemia. "Esses aterros passarão a receber uma quantidade maior de lixo de municípios como Mesquita, Nilópolis e São João de Meriti. Assim, a retirada de lixo de terrenos baldios não significará um peso muito grande para estes municípios", disse.

Carlos Minc afirmou ainda que todos os municípios se comprometeram a incrementar a educação ambiental nas escolas e que amanhã cerca de 5 mil pessoas de diferentes áreas de atuação discutirão, no Maracanãzinho, a situação da dengue no Estado.

(*Com informações da Agência Estado)


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