Ao depor, ex-presidente do Metrô-SP contesta secretário

SÃO PAULO - O ex-presidente da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) Luiz Carlos Frayse David contestou ontem, em depoimento à Polícia Civil, a afirmação do secretário dos Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, de que o Metrô tinha optado ¿por uma fiscalização mais distante¿ das obras da Linha 4-Amarela.

Agência Estado |

A informação, segundo David, que foi convocado a pedido do promotor Arnaldo Hossepian Júnior, demonstra ignorância e má-fé. Na futura Estação Pinheiros, da Linha 4, ocorreu a abertura de uma cratera em janeiro de 2007 que deixou sete mortos. O caso está sob investigação da polícia e do Ministério Público Estadual (MPE).

Conforme David, que depôs na 3ª Seccional Oeste, em Pinheiros, os técnicos do Metrô tinham total autonomia dentro do contrato. Para ele, o secretário não se referiu, na entrevista - cuja realização chega a colocar em dúvida no depoimento -, a falhas técnicas do Consórcio Via Amarela (CVA), responsável pela obra, constatadas em relatório do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), parecendo, em sua visão, desviar a atenção para dentro do Metrô. Portella não foi encontrado para comentar as declarações.

David diz, erroneamente, que o secretário negou ter dado a entrevista. Na verdade, Portella enviou uma carta ao Estado em que diz que suas declarações não expressam um juízo acerca das ações do Metrô no acidente da Estação Pinheiros, mas tratam-se de uma análise do conteúdo do relatório do IPT sobre as causas do acidente.

David, presidente do Metrô entre abril de 2003 a fevereiro de 2007, afirmou que a companhia criou uma gerência de fiscalização de toda a Linha 4, composta por 60 engenheiros, que se reportava ao gerente de obra, Marco Antonio Buocampanho e, posteriormente, ao diretor de engenharia, Fabio Salvadore, ambos funcionários do Metrô. O diretor, segundo ele, não trabalha mais na companhia. David disse que mantinha contato comercial com o ex-diretor do CVA, Fábio Gandolfo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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