A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu o comércio e a importação dos cigarros eletrônicos. O produto, apresentado pelos fabricantes como uma alternativa para quem quer parar de fumar, não tem registro no País.

"Ele não é eficaz para este fim. Além disso, ele apresenta duas substâncias comprovadamente nocivas à saúde: dietileno glicol e nitrosamina", explicou o diretor da Anvisa, José Agenor Álvares da Silva.

O cigarro eletrônico funciona com cartuchos de nicotina e solta um vapor quente quando é inalado. A maioria das marcas é produzida na China.

Com a decisão, fiscais da Anvisa instalados em portos e aeroportos poderão apreender o produto que tenha vindo de outros países, mesmo na inspeção de rotina, feito na bagagem de passageiros que desembarcam no Brasil.

Antes de decidir sobre o assunto, a Anvisa realizou uma consulta pública sobre a comercialização do cigarro eletrônico. A medida abrange também acessórios e refis destinados ao uso nos dispositivos, assim como a publicidade e propaganda (inclusive na Internet) desses produtos.

Embora não haja estatísticas, Álvares da Silva estima que o consumo do produto estivesse crescendo. "Era comum ver depoimentos de pessoas relatando o uso do cigarro eletrônico, sobretudo como forma de parar de fumar", contou. "Uma prática que, na verdade, traz uma falsa sensação de segurança. Além de não reduzir o vício, o produto pode trazer uma série de malefícios para a saúde", completou.

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