Anvisa notifica 1.293 falhas em produtos médicos em 5 meses

Dobrou o número de reações adversas provocadas pela baixa qualidade, má utilização, defeitos de fabricação e rótulos incorretos de produtos médicos utilizados em hospitais, ambulatórios e consultórios do País. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), entre janeiro e maio deste ano foram notificadas 1.

Agência Estado |

293 falhas, contra 646 recebidas no mesmo período de 2007. São Paulo lidera as notificações e corresponde a quase metade dos casos do Brasil (45,9%).

O relatório é referente a todos os artigos usados em unidades de saúde com exceção de remédios, como bolsas de sangue, luvas, cateter, tubo de sonda, material para curativo e aparelhos. Entram na lista só reações que, de alguma forma, afetaram pacientes, como alterações em diagnósticos e até ferimentos. A Anvisa considera que o aumento reflete maior vigilância. “Nossa batalha foi para melhorar o canal de comunicação”, diz a diretora adjunta da Anvisa, Beatriz Mac Dowell. “No fim de 2006, fechamos parceria com a Associação Médica Brasileira, o que motivou maior adesão. Para agirmos, precisamos de denúncias.”

O professor do Departamento de Medicina Preventiva da USP, Antônio Tadeu Fernandes, afirma que as falhas que chegam à tona são apenas a “ponta do iceberg” e a maior parte dos problemas ainda está escondida. “O mau funcionamento dos produtos influencia diretamente no atendimento ao paciente.”

Para a Associação Brasileira dos Importadores de Equipamentos Médico-Hospitalares, a chance de denunciar as falhas está maior, mas precisa ser ampliada. “São muitos produtos irregulares no mercado”, fala o secretário executivo, Cláudio Marques. “A denúncia dificulta a compra pelos hospitais de uma quantidade enorme de equipamentos levando em conta só o preço e não a qualidade. Quem paga a diferença são os pacientes.” As informações são do Jornal da Tarde .

AE

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