Anvisa entrega folhetos sobre gripe suína em Cumbica

SÃO PAULO - Os passageiros que chegam do México e desembarcam no Aeroporto de Cumbica, em São Paulo, estão sendo orientados por funcionários da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com uso de folhetos, a procurarem o posto da agência no aeroporto caso sintam os sintomas da gripe suína - que já causou 22 mortes confirmadas no México e 110 mortes pela suspeita da doença. No Brasil, um casal está internado, em Minas Gerais, com suspeita da doença. Até às 11h20, dois aviões haviam chegado daquele país: um às 11h05, da Aeromexico Linhas Aéreas, e um às 11h20, da Companhia Aérea Mexicana.

Redação com Agência Estado |

Alguns passageiros ainda portam as máscaras recebidas no México, onde afirmam ter recebido orientação mais rigorosa sobre a doença. Mesmo assim, em São Paulo, além dos folhetos, a Anvisa divulga no sistema de som do aeroporto de Cumbica, a cada hora, quais são os sintomas da gripe suína e como proceder quando senti-los.

AE
Passageiros vindos do México desembarcam em São Paulo usando máscaras
No Rio de Janeiro, mais ações de emergência da Anvisa. Os funcionários da agência estão recebendo os passageiros que chegam dos Estados Unidos no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), na zona norte do Rio, seguindo determinação do gabinete permanente de emergência do Ministério da Saúde para impedir a entrada do vírus da gripe suína no Brasil.

Agência Brasil
Anvisa distribui panfletos em  aeroportos
De acordo com pessoas que desembarcam no aeroporto, nenhuma mensagem especial sobre a doença foi veiculada nos voos que vieram de Huston, Miami e Nova York. A única medida tomada pelos tripulantes foi identificar os passageiros de nacionalidade mexicana antes do desembarque.

A expectativa da Anvisa é que ao menos 100 mil folhetos sejam produzidos e distribuídos inicialmente e o número deve ser ampliado durante a semana e possa chegar até um milhão.

Nesta segunda-feira, a Espanha confirmou o primeiro caso de gripe suína na Europa. Vinte casos já foram confirmados nos Estados Unidos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) antecipou para esta segunda-feira uma reunião para discutir mudança no nível de alerta de risco de deflagração da gripe suína. O comitê deverá examinar se a OMS deverá elevar o grau de risco do potencial de a gripe se transformar em uma pandemia - epidemia generalizada - do atual nível três para o nível quatro, que indicaria um "aumento significativo no risco de uma pandemia".

"Não há registro de gripe suína no País"

O Ministério da Agricultura esclareceu no início da manhça desta segunda-feira, em nota, que não há registro de gripe suína no Brasil e nenhuma restrição ao consumo da carne.

"O sistema de vigilância do serviço veterinário oficial do Brasil, incluindo a Vigilância Agropecuária em portos, aeroportos e postos de fronteira, está em alerta permanente. Qualquer eventual alteração da situação sanitária animal no País será imediatamente comunicada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento", afirma a nota do Ministério, em razão dos registros de uma variante da gripe suína na América do Norte e Europa.

Apesar disto, um casal está internado em Minas Gerais, com suspeita da doença.

Aeroportos fazem prevenção de voos vindos do México


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