Anvisa critica demora do México em divulgar casos

O diretor da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), Agenor Álvares da Silva, criticou hoje autoridades sanitárias mexicanas pelo demora na divulgação de casos de gripe suína naquele país. O diretor considerou estranho o fato de os primeiros casos terem ocorrido em março e somente há uma semana ter sido feita a notificação oficial.

Agência Estado |

"Somos orientados a não ocultar casos graves. Isso não repercute apenas em um Estado, há reflexos gerais. É preciso ter responsabilidade com a saúde do povo, com aqueles que estão em trânsito", completou. Agenor disse que ficou sabendo dos casos na sexta-feira, por uma notícia no rádio. No México, 149 mortes em razão da doença foram confirmadas até a tarde de hoje.

O gerente de Vigilância em Saúde, Prevenção e Controle de Doenças da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Jarbas Barbosa, no entanto, não considera que houve demora na comunicação. Ele lembrou que os primeiros casos ocorreram na temporada sazonal de gripe no México. "O surto comum estava terminando. Em um primeiro momento, autoridades confundiram o vírus H1N1 com a influenza comum", contou ao jornal O Estado de S. Paulo , em entrevista concedida no sábado.

Hoje, a Organização Mundial de Saúde (OMS) elevou de 3 para 4 o nível de alerta de risco de pandemia (epidemia generalizada) de gripe suína em uma escala que vai de um 1 a 6, informou a agência japonesa de notícias Kyodo News, citada pela Dow Jones. Segundo a agência, o nível 4 de alerta significa que a OMS confirmou a eclosão de um novo surto de influenza com evidências de aumento das transmissões entre humanos.

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