Os antiinflamatórios Prexige (Lumiracoxibe) de 400 mg, do laboratório Novartis, e Arcoxia (Etoricoxibe) de 120 mg, da Merck Sharp e Dohme, tiveram hoje a comercialização e uso suspensos em todo País pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os especialistas da Anvisa entenderam que os riscos da utilização desses medicamentos superam seus benefícios.

As determinações serão publicadas no Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira.

Os pacientes que estiverem usando esses dois medicamentos devem procurar seus médicos para fazer a substituição sem interromper o tratamento. Para ampliar o controle sobre a utilização desses medicamentos, a Anvisa determinou ainda a reclassificação de toda a classe de inibidores de Cox-2. Esses antiinflamatórios agora só poderão ser vendidos com retenção da receita médica pela farmácia.
O cancelamento do registro desses produtos faz parte de um processo iniciado em julho, na Anvisa, para reavaliar a segurança dos antiinflamatórios não esteróides inibidores da ciclooxigenase (Cox-2). O antiinflamatório Lumiracoxibe tinha indicações aprovadas para tratamento de osteoartrite (um tipo de artrite), da dor aguda e da dismenorréia (cólica menstrual) primária. Já o Etoricoxibe é utilizado para reumatismo, gota, artrite, dor articular, cólica menstrual e em pós-operatórios.

Queixas

Foram necessárias 1.235 notificações de efeitos colaterais para que houvesse a interdição por 90 dias da apresentação em 400 mg do Prexige. Em outros 30 países, o remédio já havia sido vetado há mais de um ano. No Brasil, a comercialização continuou vigente até 22 de julho, quando o governo decidiu pela proibição. Nos Estados Unidos, por exemplo, todos os medicamentos do grupo coxibe foram barrados. O Arcoxia provocou ao menos 26 queixas graves em pacientes brasileiros, sendo quatro referentes a problemas cardíacos. As informações são da Anvisa e Jornal da Tarde .

AE

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