A Justiça Federal do Rio de Janeiro suspendeu ontem a validade do vestibular realizado em dezembro para o curso de medicina do campus Itaperuna, no norte fluminense, da Universidade Iguaçu (Unig). A ação foi pedida pelo Ministério da Educação (MEC) em razão do descumprimento de medida cautelar que previa a suspensão do ingresso de novos alunos no curso depois de uma avaliação Comissão de Supervisão dos Cursos de Medicina da pasta ter determinado que o curso funciona em caráter precário.

Cem alunos foram aprovados no vestibular de dezembro e as matrículas foram pagas. O preço, tanto da matrícula quanto da mensalidade, variam de R$ 2.499 a R$ 2.699.

A avaliação feita em dezembro do ano passado considerou que o curso "apresenta uma série de deficiências relativas à insuficiência dos cenários de prática em relação ao número de alunos; à inexistência de avaliação de habilidades e atitudes práticas; à diminuição de carga horária prática de disciplinas; ao número de docentes pequeno em relação ao número de alunos; à falta de orientação dos alunos em atividades práticas, que se limitam à observação, prejudicando a participação". Com isso, a comissão suspendeu o vestibular e a transferência de alunos para o curso até dezembro deste ano ou até que fossem sanadas as deficiências.

Apesar da proibição, quatro dias depois a Unig realizou as provas de vestibular para o curso de 2009 do campus de Itaperuna. Com a decisão, os alunos que passaram estão impedidos de fazer a matrícula e cursar o período letivo. No entanto, a matrícula já foi feita. A Unig informou que o reitor Júlio César da Silva e uma equipe de advogados estão em Brasília para tentar resolver a situação. A universidade vai se pronunciar sobre o assunto apenas na terça-feira.

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