Nasser al-Bahri, antigo guarda-costas de Osama bin Laden, lamentou não ter matado o líder da Al-Qaeda quando era seu colaborador mais próximo, embora na época fosse capaz de morrer pela organização terrorista.

"Hoje, evidentemente, lamento não tê-lo matado", declarou Bahri em entrevista publicada pelo "Le Parisien" por causa da publicação de um livro sobre sua história, escrito pelo jornalista francês Georges Malbrunot.

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O terrorista Osama bin Laden

O antigo guarda-costas de Bin Laden, que vive sob forte proteção no Iêmen devido às ameaças da organização que abandonou, explicou que uma de suas missões era matá-lo em caso de captura.

"Bin Laden queria morrer como um mártir e, sobretudo, não cair nas mãos do inimigo e do infiel" e por isso Bahri carregava uma pistola para utilizá-la contra ele se fossem cercados por americanos.

Sobre isso, contou que só uma vez, em 1999, esteve a ponto de disparar contra Bin Laden. Foi num deslocamento no Afeganistão, entre as cidades de Kandahar e Cabul.

O antigo guarda-costas disse não ter dúvidas que Bin Laden "segue vivo e está no Afeganistão, onde sua organização segue sólida", e a prova disso são as últimas mensagens divulgadas pela Al Qaeda.

"O que me atraiu à organização foi que a Al-Qaeda aceitava voluntários de qualquer nacionalidade. Não havia nenhuma discriminação no recrutamento. O que para mim representou uma oportunidade", assinalou.

Com o título de "Dans l'ombre de Ben Laden" ("Na sombra de Bin Laden", em livre tradução), indicou que seu objetivo com o livro é contar "toda" sua "história de terrorista", e acrescentou: "com minha experiência pessoal, posso mostrar aos jovens que não é bom aderir à 'guerra santa'".

"Vale mais dar prioridade à educação e lutar contra a pobreza e o analfabetismo", acrescentou Bahri.

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