ANP nega aumento do prazo de exploração para 5 blocos no pré-sal

Por Denise Luna RIO DE JANEIRO (Reuters) - A diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) negou por unanimidade pedido de prorrogação por quatro anos do prazo exploratório dos blocos BM-S-8, BM-S-9, BM-S-10, BM-S-11 e BM-S-21, no pré-sal da bacia de Santos, informou a autarquia nesta quarta-feira.

Reuters |

Com isso, o BM-S-9 (Carioca e Guará) continua com prazo para os planos de avaliação de 11/11/2011 e 11/11/2012; o BM-S-10 (Parati) de 31/08/2011; o BM-S-11 (Tupi e Iara) de 11/11/2010; e o BM-S-21 (Caramba) de 29/08/2009.

De acordo com a decisão da diretoria, em reunião realizada na terça-feira, o bloco BM-S-8 (Bem-Te-Vi) teve extensão de prazo apenas para "atividades contingentes", até 2012, com as "atividades firmes" mantidas para 2010.

O pedido de extensão do prazo havia sido feito pela Petrobras e parceiros no final do ano passado por conta de perspectivas de atraso no recebimento de equipamentos para explorar a região.

A ANP resolveu também suspender o curso do prazo para o BM-ES-29, na bacia do Espírito Santo, "até a manifestação final sobre o licenciamento ambiental, quando será feito o cálculo de dias a repor", explicou a assessoria da ANP.

O BM-ES-29 é operado pela Repsol e foi adquirido na 7a rodada da ANP.

Carioca e Guará pertencem à Petrobras, operadora com 45%, seguida de BG com 30 por cento e Repsol-YPF com 25 por cento. Parati é da Petrobras, operadora com 65 por cento, seguida de BG com 25 por cento e Partex, com 10 por cento; Tupi e Iara pertencem à Petrobras, com 65 por cento, BG Group com 25 por cento e Galp, com 10 por cento; e Caramba é dividido em 80 por cento da Petrobras e 20 por cento Galp.

A ANP não divulgou mais detalhes sobre a decisão, tampouco os motivos para a não prorrogação dos prazos.

A Petrobras informou que não havia ninguém imediatamente disponível para comentar o assunto.

A estatal brasileira possui um ousado plano de investimentos, que alguns analistas consideram exagerado, e está buscando financiamento com vários agentes no mercado para manter todos os projetos em curso.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG