Anna Jatobá e Alexandre Nardoni teriam brigado momentos antes da queda de Isabella

SÃO PAULO - O promotor do caso Isabella, Francisco Cembranelli, criticou a liberdade dada Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni. Na tarde desta sexta-feira, o promotor afirmou que testemunhas idôneas disseram que o casal teve uma briga séria 10 minutos antes da queda de Isabella.

Juliana Simon, do Último Segundo |

"Não foi uma, nem duas testemunhas. Algumas afirmaram que Anna berrava palavrões e que momentos depois ouviram uma voz de criança em tom de desespero", disse o promotor.

Segundo Cembranelli, "desde ontem, os depoimentos apontam de forma contundente o envolvimento do casal no sofrimento de Isabella". Além disso, os laudos do Instituto de Criminalística (IC), que estão em fase final, já vinculariam o casal ao crime, segundo o promotor.

O promotor afirmou respeitar  a decisão da Justiça em decretar a liberdade do casal, mas que pessoalmente discorda.  Para ele, o fato "pode atrasar as investigações, que seguem uma linha coerente. Não há prazo para que o caso chegue ao fim, mas estamos perto e eu estou otimista", declarou.

Sobre o envolvimento de uma terceira pessoa no crime, Cembranelli diz que "até agora, nada aponta para uma terceira pessoa, mas não é um hipótese descartada ainda".

O caso

AE
Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Trotta Peixoto.

No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio em que o pai mora. A polícia descartou desde o princípio a hipótese de acidente. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que Isabella foi jogada da janela do apartamento por alguém.

O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

O pai teria alegado à polícia que um homem invadiu o seu apartamento. Ele e Anna Carolina afirmam ser inocentes e, por meio de cartas, disseram esperar que "a justiça seja feita".

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