Ânimos estão se acalmando, diz ministro sobre mal-estar com PMDB

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira que qualquer mal estar que tenha havido com o PMDB já está se dissipando. O ministro faz referência à recente crise criada por declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que o PMDB deveria indicar uma lista tríplice para a vaga de vice ao lado da pré-candidata ao governo, Dilma Rousseff.

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Principal cotado ao posto, o presidente da Câmara, deputado Michel Temer (SP), viu no comentário uma forma de enfraquecê-lo. Alguns de seus aliados reagiram à frase de Lula, mostrando uma fissura na relação entre os dois partidos.

"Os ânimos já estão se acalmando. Nós temos uma relação com o PMDB que é uma relação forte no nosso governo. A postura do presidente Michel Temer na Câmara reafirma isso", disse Padilha a jornalistas.

Em seguida, emendou: "Tenho certeza absoluta que o PMDB tem condições, capacidades políticas de indicar à ministra Dilma um excelente candidato à vice."

Com receio de que o episódio pudesse azedar a pré-aliança, diversos integrantes do governo, incluindo Dilma e o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), entraram em campo para dirimir o desconforto causado pela frase.

Temer é hoje fundamental para sacramentar a aliança. Ele espera que o presidente esclareça publicamente as declarações. Lula ainda não conversou com o aliado sobre o assunto.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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