SÃO PAULO ¿ O festival Anima Mundi, que começa amanhã em São Paulo, chega à sua 17ª edição homenageando os irmãos Anélio (morto em 1986) e Mario Latini , criadores do primeiro longa de animação brasileiro, Sinfônica Amazônica, de 1952. O filme será exibido no domingo.

Antes, no sábado, Marcia Latina, filha de Mário e responsável pela restauração do acervo dos diretores, vai participar de um bate-papo com o público para falar sobre a obra e fazer a exibição de um curta inédito dos irmãos: "Os Azares de Lulu", feito quando Anélio tinha 13 anos.

A animação é o berço da tecnologia audiovisual. Televisão, computador e cinema só existem porque um dia alguém fez um desenho e quis colocá-lo em sequência, afirma Marcos Magalhães, um dos criadores da mostra. Sessenta e cinco anos antes da invenção oficial do cinema, o belga José Platô, inventou uma aparelho para assistir a animações feitas por ele, completa Magalhães.

Na curadoria do evento, ele diz ter escolhido filmes que fossem relevantes para o público brasileiro, originais e diversificados. Não privilegiamos nenhum estilo ou formato de filme.

Ao todo, foram selecionados 401 filmes, de 40 países, divididos em quatro mostras competitivas e quatro não competitivas. Deste total, 66 longas são brasileiros, 56, franceses, 47, britânicos, 46, americanos e 24, alemães. Há ainda filmes de países como Ucrânia, Taiwan, República Tcheca, Moçambique, Letônia, Eslováquia e Croácia.

Anima Mundi . De amanhã a domingo. Exibições na Fundação Memorial da América Latina: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, Barra Funda. Das 11h às 24h.

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