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Angra dos Reis se prepara para mais tempo ruim e interdita 146 casas

Mal começou a reparar os estragos provocados pela chuva forte desde o dia 30 de dezembro, Angra dos Reis se prepara para outra intempérie do clima. A Defesa Civil da cidade já recebeu alerta de meteorologistas para a próxima quarta-feira, dia 6 de janeiro, http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2010/01/01/soterramentos+causam+mortes+em+angra+dos+reis+9260192.html target=_topde condições climáticas semelhantes às que provocaram a morte de dezenas de pessoas no município.

Sabrina Lorenzi, iG Rio de Janeiro |

Quarenta e seis residências já foram interditadas e mais cem interdições serão realizadas nas próximas horas e dias na cidade, de acordo com o secretário de governo e Defesa Civil do município, Carlos Alexandre Soares. O plano de ação da prefeitura considera as condições atuais do solo, que está muito úmido ainda apesar da trégua das chuvas, e as previsões meteorológicas.

Temos informações de meteorologistas parceiros de que esse verão será muito úmido, afirma o técnico da Engenharia da Defesa Civil municipal, Gilberto Noronha. Os cuidados devem continuar ao longo do verão, completou.

A geografia da cidade levou milhares de pessoas a morar nas encostas, principalmente na década de 70, quando a cidade abrigou a construção de estaleiros e de duas usinas nucleares. Mas, segundo a prefeitura, não há sinais de construção irregular, já que desde o final da década passada a cidade delimitou trechos de construção nas encostas.

Localizada em região montanhosa do litoral sul fluminense, Angra dos Reis costuma apresentar elevados índices pluviométricos. As chuvas são constantes e o solo, com isso, fica sujeito a fissuras, como informa a Defesa Civil. Não dá para dizer quando o solo vai secar porque isso depende do local, depende da profundidade e dos blocos de rocha, disse o técnico.

Segundo Moacyr Duarte, pesquisador da Coppe, o terreno na região do litoral sul do Estado do Rio (de Itacuruçá a Paraty) tem problemas de instabilidade e é bastante suscetível a esse tipo de evento.

Em entrevista ao canal Globonews, ele disse que é prematuro apontar causas dos deslizamentos ocorridos na cidade. Segundo ele, causas naturais ou induzidas por ações humanas podem ter contribuído para a tragédia. Não parece que, se houve ocupação irregular das casas atingidas, ela tenha sido a causa do desmoronamento, disse. Não há indícios de desmatamento. A área parecia originalmente intacta.

A chuva forte começou na tarde do dia 30, levando a prefeitura a decretar estado de alerta. As chuvas se intensificaram no dia 31, quando o alerta máximo, de emergência, foi instaurado. Pelo menos 120 pessoas estão desabrigadas.

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