Angola melhora saúde com programa inspirado em modelo brasileiro

Inspirado num modelo brasileiro, o programa Vigilante da Saúde começou no ano passado em seis municípios de Angola, no continente africano, e já começa a colher resultados. No ano passado, o paludismo (como é chamada a malária em Angola) deixou de ser a primeira causa de mortalidade infantil nas maternidades de Luanda.

Agência Estado |

A malária é uma doença infecciosa febril aguda transmitida por mosquito.

Apoiado pelo Unicef, o projeto foi pago pelo governo local: foram US$ 4,4 milhões, incluído o treinamento de mais 1.770 vigilantes até o início de 2009. Um exército de 850 vigilantes atuam em Cacuaco, a 25 quilômetros de Luanda, capital de Angola. Cada um visita cem famílias e tenta educá-las para cuidados básicos, a começar pelo tratamento da água. “Nós distribuímos a lixívia (cloro) e ensinamos a misturá-la na proporção correta”, explica. “A água ainda é uma fonte de muitas doenças em Angola”, diz Laurindo Tomás, um dos agentes.

O Unicef já distribuiu, desde 2006, 1,8 milhão de mosquiteiros em todo o país. O objetivo é combater a forma congênita da malária, transmitida pela mãe ao bebê na gestação. As toxinas do parasita impedem o desenvolvimento normal do feto e, na maioria dos casos, levam à morte no nascimento. As medidas adotadas pelo programa ajudaram a reduzir o número de pacientes internados com paludismo de 3 milhões, em 2003, para 2 milhões no ano passado. No número de óbitos, a redução foi ainda maior: 7 mil mortos em 2007 contra 30 mil em 2003.

Assim como o Unicef, o exército de vigilantes da saúde também dirige atenção especial às gestantes, que são encaminhadas para exame pré-natal regular nas Unidades Sanitárias e ganham lugar na maternidade na hora do parto. Para garantir a confiança das famílias, o programa reproduz o modelo brasileiro na hora de escolher os vigilantes: todos são vizinhos das pessoas que visitam. Isso foi fundamental no início do trabalho. Uma das heranças dos 27 anos de guerra civil que dividiu o país é a desconfiança. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo .

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG