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Ang Lee exibe Taking Woodstock no Festival de Cannes

Ang Lee tinha 14 anos em Taiwan e o país vivia sob proteção norte-americana quando ocorreu nos Estados Unidos o concerto de Woodstock. Lee lembra-se de ter assistido a algumas imagens pela TV daquilo que era chamado de invasão hippie dos EUA, mas ele confessa que só muito mais tarde compreendeu o significado daquele evento.

Agência Estado |

Nunca foi seu desejo tratar do assunto num filme, até ler o livro Taking Woodstock , de Elliott Rider. Ang Lee está em Cannes exibindo o filme baseado no livro e participa da competição pela Palma de Ouro. Ontem, no Hotel Carlton, em plena Croisette, ele conversou com jornalistas sobre Taking Woodstock e Desejo e Perigo , seu filme precedente, que estreou sexta-feira no Brasil.

Lee explicou que ambos os filmes correspondem a seu desejo de dar testemunhos sobre o mundo em que vive. A grande história fornece o pano de fundo em Taking Woodstock - a Guerra do Vietnã, a descida do homem na Lua, a utopia representada pelo sonho hippie, mas o concerto não aparece e a intenção era mesmo essa. Representá-lo de viés, por meio da relação de Elliott com seu pai e sua mãe possessiva.

No caso de Desejo e Perigo , a grande história domina o quadro, por mais que, no limite, o enredo continue sendo de razão e sensibilidade, ou de como as pessoas reagem intimamente às provocações da história. Baseado no romance de Eileen Chang, Desejo e Perigo se passa durante a ocupação de Xangai pelos japoneses e a protagonista é essa garota que aceita trabalhar para a resistência, seduzindo um colaboracionista para que ele se torne um alvo fácil aos que lutam contra o usurpador estrangeiro.

Croisette - Diretor conhecido do público brasileiro por filmes como Um Homem Muito Discreto e De Tanto Bater Meu Coração Parou , o francês Jacques Audiard entrou pra valer na disputa pela Palma de Ouro com seu novo longa, Un Prophete (Um Profeta). A história do jovem árabe que vai para a cadeia e termina “adotado” lá dentro por um criminoso corso vai além da tradicional trama do pequeno bandido que faz sua escalada para poderoso chefão. O garoto analfabeto constrói uma identidade, adquire o domínio da linguagem e, no limite, ganha uma família, um lar. A cadeia vira metáfora do mundo. Audiard fez um grande filme e a França, um ano depois de Entre os Muros da Escola , é forte candidata a uma nova Palma de Ouro.

O diretor Johnnie To, de Hong Kong, mostrou ontem em competição Vengeance (Vingança). O filme estrelado por Johnny Halliday foi escrito para Alain Delon, que terminou por recusar o papel. O protagonista é um restaurateur francês que desembarca em Macau para vingar a morte do genro e dos netos (sua filha sobrevive por milagre ao massacre). To joga a carta do cinema de gênero e cria cenas de ação que impressionam como coreografia da violência. O filme, aposta de Cahiers du Cinèma para a Palma de Ouro, é a capa da edição que a revista dedica ao festival. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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