Anac vai redistribuir vagas em Congonhas

O diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Marcelo Guaranys afirmou nesta sexta-feira que em até um mês a autarquia vai promover a redistribuição de vagas de pouso e decolagem no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo (SP). Segundo ele, algumas empresas, cujos nomes não foram citados, não estão cumprindo critérios de frequência e regularidade previstos em lei.

Reuters |

"Vamos redistribuir cerca de 15 pares de slots", disse a jornalistas, acrescentando que 12 serão concedidos a empresas que já operam em Congonhas e três para "entrantes".

A diretora-presidente da Anac, Solange Vieira, voltou a destacar que os aeroportos de São Paulo estão perto do limite de capacidade e que é preciso pensar em alternativas para Congonhas e Guarulhos.

Opções

A executiva sugeriu a modernização do Aeroporto de Viracopos, em Campinas, como opção para atender a demanda dos dois principais aeroportos de São Paulo. "São Paulo logo vai ter problemas de infraestrutura aeroportuária e Viracopos tem muita capacidade de expansão", disse ela, frisando que a movimentação anual em Congonhas e Guarulhos está em 15 milhões de passageiros cada.

De acordo com ela, se forem realizadas obras nas quatro pistas de Campinas, a capacidade poderia chegar a 70 milhões.

"Acho que o Rio também surge como principal alternativa para os voos internacionais de Guarulhos. O Galeão movimenta de 13 a 14 milhões e tem capacidade para até 30 milhões", afirmou.

No primeiro semestre, o Galeão viu aumentar o movimento em 0,4 por cento, enquanto o Santos Dumont cresceu 18 por cento, na esteira da reabertura para voos além da ponte aérea Rio-São Paulo. O aeroporto passará por reformas em agosto e setembro para melhora da pista.

Privatização

O diretor da Anac Marcelo Guaranys afirmou ainda que o edital de concessão do Aeroporto Internacional do Rio não será lançado neste ano, conforme previa o Ministério da Defesa.

Segundo ele, todo o processo licitatório leva em média 12 meses, numa indicação de que foi prorrogado para 2010. "A gente espera fazer ainda neste governo, mas em seis meses não sai o edital de concessão", admitiu.

A autarquia já definiu a minuta do modelo de privatização de aeroportos que será encaminhada para análise do governo e ministérios da Defesa, Fazenda, Casa Civil e Planejamento. "A concessão poderá ser em bloco ou individual. Será aberta a empresas aéreas, desde que não tenham o controle do aeroporto e o capital estrangeiro poderá participar sem limite. Isso já acontece em outras concessões do governo, como rodovias", disse Guaranys.

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