Anac vai apurar as condições de segurança da Manaus Aerotáxi

SÃO PAULO - A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) vai abrir um processo administrativo para se certificar sobre as condições de segurança operacional da Manaus Aerotáxi. A empresa é dona do avião modelo EMB-110 Bandeirante, que caiu na tarde do último sábado no rio Manacupuru, afluente do Amazonas.

Redação |

Segundo nota divulgada no site da Anac, o processo pode durar de um a seis meses, dependendo da dificuldade para averiguar os fatos.

Segundo a Anac, a empresa tem cadastradas seis aeronaves, dois modelos Turbo Commander, dois Bandeirante (além do que sofreu acidente) e um Xingu, que aguarda a liberação do Certificado de Aeronavegabilidade.

A Manaus Aerotáxi opera desde 2003 e não possuía registros anteriores de acidentes. A última auditoria da Anac na empresa ocorreu em novembro de 2008 e não foram constatadas irregularidades que comprometessem as operações.

A queda

O aparelho, um EMB-110 Bandeirante, caiu na tarde do último sábado no rio Manacupuru, afluente do Amazonas, quando fazia um voo fretado com 26 passageiros e dois tripulantes entre o município de Coari e Manaus.

Segundo autoridades aeronáuticas, o piloto do turboélice se comunicou com a torre de controle do aeroporto de Manaus para informar que enfrentava uma forte chuva e um problema técnico e que tentaria uma aterrissagem na região.

Minutos depois dessa comunicação, a torre de controle perdeu contato com a aeronave, cujo piloto aparentemente tentou fazer uma aterrissagem de emergência em uma pista abandonada da aldeia de Santo Antonio, pertencente ao município de Manacapuru, a 80 quilômetros de Manaus.

No entanto, o aparelho caiu no rio, de onde o serviço de resgate conseguiu recuperar com vida Ana Lúcia Reis, de 43 anos; Brenda Dias Moraes, de 21; Eric Evangelista da Costa, de 23, e Yan da Costa Liberal, de 9 anos.

Todos os sobreviventes viajavam na parte traseira do avião, disseram o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil. Brenda contou que, quando o avião caiu na água, conseguiu abrir a porta traseira e sair da aeronave com as outras três pessoas que sobreviveram, antes do avião afundar.

Uma das sobreviventes explicou às autoridades que um dos motores falhou em pleno voo, por isso o piloto tentou fazer uma aterrissagem de emergência, mas caiu a 500 metros da cabeceira da pista.


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