Ampliação da cobertura encarece planos de saúde para novos clientes

SÃO PAULO - Quem em janeiro já tinha decidido fazer um plano de saúde, mas deixou para contratar a cobertura apenas agora em abril pode pagar mais caro pelo contrato. Isto porque, com a ampliação do rol de atendimentos obrigatórios dos planos, algumas operadoras já repassaram para clientes novos os reajustes para compensar a expansão da rede.

Ana Maria Freitas, repórter do Último Segundo |

Na última quarta-feira, os clientes de planos de saúde passaram a ter acesso a mais de cem novos procedimentos médicos com a ampliação do rol. Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar, as empresas não devem aumentar o valor de suas mensalidades para seus conveniados atuais baseadas na ampliação da rede. No entanto, o reajuste das tabelas para clientes novos já é realidade.

O aumento de valores das mensalidades para quem é cliente de uma operadora só pode ser feito com a autorização da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e uma vez por ano. Para o biênio 2007-2008, a ANS estabeleceu a taxa de 5,7%. O índice de reajuste para os próximos dois anos deve sair em maio. 

Porém, de acordo com coordenadora institucional da Associação de Defesa do Consumidor Pro Teste, Maria Inês Dolci, as operadoras podem reajustar a sua tabela para novos contratos em qualquer momento do ano. O valor que uma empresa fixa para cada tipo de plano que oferece para novos consumidores não é controlado, é uma decisão empresarial e comercial. Apenas o reajuste depois do contrato firmado que é regido pela ANS.

Em São Paulo, algumas operadoras já reajustaram a tabela de novos contratos em março. É o caso da Sancil, que reajustou a tabela em cerca de 13%. Até dia 31 de março, um plano Ideal Enfermaria para a faixa etária de 29 a 33 anos, por exemplo, custava R$ 74. Na nova tabela, o valor é de R$ 83,6, uma variação de 12,9%. Segundo um corretor da empresa, o reajuste é baseado na inflação, mas também motivado pela ampliação do rol. 

Como economizar 

Mas quem adiou a contratação de um plano ainda pode conseguir boas opções no mercado desde que pesquise e tenha consciência do perfil de cobertura que precisa. Maria Inês Dolci recomenda nunca assinar os contratos sem avaliar uma série de fatores que podem ajudar a traçar o perfil do consumidor e de sua necessidade. 

Um deles é se o plano será ambulatorial ou hospitalar. Conhecer o histórico de doenças da família e do próprio consumidor ajuda nesta escolha, que vai depender se atendimento esperado deve englobar procedimentos hospitalares, por exemplo. 

A abrangência do plano também deve ser levada em consideração, assim como um item que Maria Inês chama de hotelaria. O direito a hospedagem do paciente em um quarto individual em um hospital  encarece o plano. É possível reduzir o valor das mensalidades ao optando-se por quarto coletivo, explica.

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