Amorim se irrita com concessão de refúgio a Battisti

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, deixou claro, em entrevista coletiva no início da noite de hoje, que está muito irritado com a decisão do ministro da Justiça, Tarso Genro, de conceder status de refugiado político ao extremista de esquerda italiano Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua em seu país por participar de ações que provocaram a morte de quatro pessoas, nos anos 1970. Amorim afirmou, porém, que Genro agiu de acordo com a lei e que respeita essa decisão.

Agência Estado |

A legislação, observou o chanceler, permite que o ministro da Justiça, nesses casos, adote uma "decisão parajudicial", isto é, uma decisão independente de sentença da Justiça.

A contrariedade do ministro das Relações Exteriores ficou evidente na resistência que demonstrou em comentar o caso Battisti e na atitude de seus assessores, que proibiram os jornalistas presentes de fazerem a Amorim qualquer pergunta não relacionada à viagem que ele acaba de fazer ao Oriente Médio.

Amorim, no entanto, reconheceu: "Ele (Genro) tomou uma decisão que eu tenho de respeitar." O chanceler explicou que a decisão do ministro foi possível, apesar da votação do Comitê Nacional de Refugiados (Conare), órgão do Ministério da Justiça, contrária à concessão do refúgio, porque a legislação prevê a possibilidade de recurso (do ministro) contra o resultado dessa votação. No Conare, o voto do Itamaraty havia sido contrário à concessão do refúgio.

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