Amorim evita comentar carta de presidente italiano a Lula

BRASÍLIA - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, evitou fazer qualquer tipo de comentário sobre a carta que o presidente da Itália, Giorgio Napolitano, enviou ao presidente Lula expressando queixas e estupor pela decisão do ministério da Justiça, que concedeu asilo político ao ex-integrante do grupo armado de esquerda italiano, Proletários Armados para o Comunismo (PAC), Cesare Battisti.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

"O ministro da Justiça [Tarso Genro], que pela Lei do País é quem toma a decisão final [sobre o asilo político] examinou [o caso Battisti], chegou à conclusão e decidiu [pela concessão do benefício]", disse.

A declaração de Amorim foi igual à dada na semana passada, quando o asilo político a Battisti foi concedido por Genro, contrariando pareceres da Procuradoria Geral da República e do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), órgão vinculado ao ministério da Justiça.

Cesare Battisti, 53 anos, foi condenado à revelia pela Justiça italiana à prisão perpétua. Ele é acusado pelo assassinato de Antonio Santoro, Lino Sabbadin, Andrea Campagna e Pierluigi Torregiani, todos na década de 1970.

Ele conseguiu fugir da prisão italiana no fim dos anos 1980 e recebeu asilo político na França. Com a mudança de governo naquele País sua condição de refugiado foi revista. Ele veio pra o Brasil por volta de 2004 e foi preso em 2007.

Battisti nega ter participação em qualquer um dos assassinatos.

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