Amorim: é injusto especificar países para concessões

Por Jonathan Lynn PARIS (Reuters) - Especificar países emergentes como o Brasil, China e a Índia para fazer mais concessões nas negociações da Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) é totalmente injusto, disse o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, nesta quarta-feira.

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Amorim comentou durante coletiva de imprensa pedidos dos Estados Unidos para que os grandes países emergentes abram seus mercados ainda mais para ajudar a chegar a um acordo. No entanto, ele disse que o Brasil continua aberto ao diálogo com os Estados Unidos nas conversações sobre Doha mesmo que não queira reiniciar as negociações do zero.

"Acho que essa pré-seleção de alguns países para fazerem algumas concessões é totalmente injusto", disse ele.

O ministro também disse que pelo que "ouviu até agora" não há o suficiente na mesa para que a reunião do G8+5 de países ricos e emergentes na Itália, no próximo mês, avance nas negociações sobre Doha.

O representante de Comércio dos Estados Unidos, Ron Kirk, afirmou que está buscando trabalhar de perto com a Índia após uma série de reuniões encorajadoras.

Isso indica que uma das relações mais complicadas na diplomacia do comércio internacional está melhorando, afastando um dos obstáculos para Doha.

"Essas são negociações bastante difíceis e mesmo que demorem anos, acho que algumas vezes injetar novo sangue, nova urgência, novas ideias pode garantir novo ímpeto", disse à Reuters.

"Já tive uma série de oportunidades para me reunir com o novo ministro do Comércio indiano, Anand Sharma. Estou bastante entusiasmado com o que ouvi dele e ansioso para continuar a trabalhar com ele".

Kirk falou durante a reunião ministerial anual da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em que nos próximos dois dias deve se encontrar com Sharma, nomeado no mês passado, e outros ministros.

As negociações sobre detalhes técnicos da Rodada de Doha continuam em Genebra desde dezembro, quando o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, decicdecidiuiu não convocar uma reunião ministerial para definir um acordo por ter julgado que não havia o empenho político necessário.

(Reportagem adicional de Tamora Vidaillet)

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