O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse hoje não ter informações sobre a decisão do governo suíço de impedir a saída da advogada Paula Oliveira do país. Amorim reiterou a intenção do governo brasileiro de dar apoio, inclusive jurídico, se necessário, à brasileira, que diz ter sido agredida por militantes neonazistas na semana passada e que o ataque provocou a interrupção de gravidez.

"Não tenho informação sobre isso (a proibição do governo suíço). Temos de dar atenção e apoio à nossa concidadã, uma brasileira que está na Suíça. Daremos todo o apoio dentro das normas, se tiver que procurar um advogado, conversando com a família."

Amorim negou que o governo brasileiro tenha se precipitado ao assumir a versão da brasileira de um ataque com características de xenofobia. "Nós manifestamos nosso desejo de que houvesse apuração e é o que está ocorrendo", afirmou. Questionado se ficou surpreso pela conclusão da polícia suíça, de que Paula não estava grávida no momento em que disse ter sido atacada e que poderia ter se automutilado, ele respondeu: "diplomatas e ministros das Relações Exteriores têm de estar preparados para tudo. É difícil ficarmos totalmente surpresos ou não surpresos".

Amorim afirmou que, neste caso, houve muitos boatos, "alguns se confirmaram, outros não". O ministro esteve na Câmara dos Deputados para uma visita de cortesia ao presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), e disse ter aproveitado para pedir celeridade na aprovação de cerca de 150 acordos internacionais que estão no Legislativo.

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