Amorim critica postura dos EUA em convenção climática

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, acusou hoje os Estados Unidos de querer tratamento de país em desenvolvimento quando se trata de estabelecer metas de redução de emissões de gases do efeito estufa. No fundo, no fundo, os Estados Unidos querem tratamento de país em desenvolvimento.

Agência Estado |

Eles querem que a meta deles seja de baixo para cima. Quer dizer: 'Vamos tomar uma série de ações e aí isso vai chegar a tanto'", disse em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da Radiobrás.

Amorim reconheceu que é um avanço o fato de, pelo menos, os americanos terem apresentado uma proposta, mas que poderiam fazer mais. "A meta (dos EUA) não é em relação a 90, é em relação a 2005", afirmou.

Os países ricos precisam apresentar, de acordo com o Protocolo de Kyoto, metas numéricas de redução efetiva. Amorim acusa os Estados Unidos de terem feito o caminho inverso: ver que ações poderiam tomar sem comprometer a economia e só depois dar um número que, na prática, significa uma redução de 3 a 4% em relação a 1991, ano-base do protocolo.

"O problema é evitar que os outros países ricos, como Japão, Canadá, Austrália e os países europeus queiram pegar carona nessa atitude. No fundo, no fundo, esse tal famoso documento que vazou caminhava nessa direção", disse o ministro, referindo-se ao rascunho de uma proposta preparada por Dinamarca, Estados Unidos e Grã-Bretanha que causou tumulto em Copenhague.

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