A perspectiva de que o atual número 2 da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o engenheiro brasileiro Márcio Barbosa, lance candidatura por outro país não mudará o apoio do Itamaraty a Farouk Hosny, ex-ministro da Cultura do Egito. A palavra foi empenhada em Riad, na Arábia Saudita, pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

“O governo brasileiro tem uma única posição e não voltará atrás”, disse ontem.

Barbosa, hoje diretor-geral adjunto da instituição, afirmou na última semana ao Estado que deverá lançar nos próximos dias sua candidatura representando outro país, cujo nome não revela, no pleito marcado para outubro, em Paris. O chanceler, contudo, insinuou que Barbosa não tem os apoios que diz ter. “Márcio Barbosa é candidato de si próprio”, afirmou.

Segundo Amorim, dois brasileiros chegaram a ter seus nomes cogitados para o cargo - além de Barbosa, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF). “O Brasil tinha dois candidatos fortes. Um deles entendeu as razões geopolíticas da decisão do governo e está calado”, alfinetou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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