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Amorim: AL tem maturidade para evitar tutela dos EUA

A recuperação da hegemonia dos Estados Unidos na América Latina e no Caribe não é desejável nem viável. Dessa forma, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, delineou o viés antiamericano do novo projeto de integração regional liderado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva, que será consolidado com a realização da primeira Cúpula da América Latina e do Caribe (CALC) entre hoje e quarta-feira, na Costa do Sauípe, na Bahia.

Agência Estado |

À imprensa, Amorim destacou que a região atingiu “maturidade” suficiente para lidar com seus problemas, sem precisar de tutela, e insistiu que os EUA precisam ter consciência dessa nova realidade.

O recado chega à Casa Branca a um mês da posse do novo presidente, Barack Obama, e quatro meses do primeiro encontro previsto entre Obama e líderes latino-americanos na Cúpula das Américas. Essa será a ocasião para uma reunião entre Obama e Lula. “Acho que eles (os EUA) não querem, não é desejável e não é possível (a reconstrução da hegemonia americana na América Latina)”, disse Amorim. “Queremos ter uma boa relação com os EUA. Mas é bom que eles vejam que temos mecanismos de integração e desenvolvimento que não dependem de tutela externa.”

Tentando amenizar o viés antiamericano da CALC Amorim lembrou que, em 200 anos de independência, a América Latina jamais havia realizado um encontro entre seus chefes de Estado sem a presença dos EUA ou da União Européia. A CALC é vista no governo Lula como um contraponto regional, sob a liderança do Brasil, ao Acordo de Livre Comércio das Américas (Alca). Capitaneado pelos EUA, esse projeto foi abortado por Brasil, Argentina e Venezuela em 2005. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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