Mais de 50 amigos e parentes do economista Gabriel Buchmann, de 28 anos, cujo corpo foi encontrado esta semana no Monte Moulanje, no Malaui, fizeram uma homenagem a ele na manhã deste sábado, na praia de Ipanema, no Rio. Onde quer que você esteja, meu filho, sei que está bem, disse a mãe, Fátima Buchmann, que estava muito emocionada.

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Homenagem no Rio / AE
Mãe e irmã participam do ato em Ipanema

"Ele adorava a natureza, não poderíamos ter escolhido outro lugar para homenageá-lo", disse o amigo Pedro Hemsley.

Buchmann foi visto pela última vez em 17 de julho, quando fazia uma escalada e estava a cerca de 600 metros do cume da montanha. O tempo mudou, ele teria se perdido e morreu de hipotermia.

O corpo foi procurado por equipes do Malaui e por canadenses especialistas em buscas. O economista fazia uma viagem pelo mundo, passaria ainda por Moçambique e voltaria ao Brasil em seguida. O corpo de Buchmann chega hoje ao Rio, será velado no cemitério Memorial do Carmo, no Caju (zona oeste), e cremado amanhã.


Gabriel Buchman, em foto de arquivo / AE

Viagem pelo mundo

Buchman, de 28 anos, desapareceu durante a escalada da montanha Mulanje, no sul do Malauí, na África. Ele havia sido visto pela última vez no dia 17 de julho, quando se preparava para a subida final ao pico Sapitwa, de 3.002 metros de altura.

Segundo relatos da família, o economista fazia uma viagem pela Ásia, Oriente Médio e África. Ele deveria voltar ao Brasil no dia 28 de julho e depois iria iniciar o doutorado em economia da pobreza na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

O pico Sapitwa é o maior da África Central. Na língua local, seu nome significa "área proibida". Em 2003, uma holandesa de 22 anos também desapareceu na montanha. Ela nunca foi encontrada.

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