SÃO PAULO - Entrou no terceiro dia o drama da estudante Heloá Cristina Pimentel da Silva, de 15 anos, mantida refém, desde as 13h30 de segunda-feira, pelo ex-namorado, Lindembergue Fernandes Alves, em um apartamento em Santo André, no ABC paulista. Por volta das 9h, uma amiga de Heloá, Nayara, que havia sido libertada na terça-feira, entrou no apartamento para ajudar nas negociações com o sequestrador, mas foi feita refém mais uma vez. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/10/15/em_programa_de_tv_sequestrador_afirma_que_nao_vai_atirar_em_garota_2048970.html target=_topVou me entregar quando achar que é a hora, diz sequestrador de Santo André

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Segundo a polícia, a entrada da amiga de Heloá, Nayara, no apartamento era uma das condições para que o sequestro acabasse. Nayara estava no grupo que foi inicialmente rendido por Alves na segunda-feira, mas foi libertada na noite de terça.

Ainda nesta manhã, uma ambulância teve que ser deslocada para o local já que o pai de Heloá teve um mal estar. Ele foi atendido pela equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e retirado em uma maca de um apartamento próximo ao que estão sua filha e o industriário.

Durante a madrugada, era possível se perceber luzes no interior do apartamento e ficou claro que uma TV estava ligada. Às 2h da manhã, Alves desligou o aparelho. A Polícia Militar não conversou com a imprensa neste período e aumentou a área de isolamento do prédio. Os repórteres foram colocados a uma distância em linha reta de 150 metros e em um ponto do qual não é possível visualizar o bloco muito menos as janelas do apartamento onde a estudante é mantida refém.

Por volta das 5h desta manhã, a polícia se aproximou um pouco mais do imóvel, mas não informou se as negociações via celular ocorreram durante a madrugada.

Ajuda nas negociações

Após a confirmação que Lindembergue Fernandes é são-paulino, o superintendente do São Paulo Futebol Clube, Marco Aurélio Cunha, foi ao local do sequestro. Cunha disse que tentaria colaborar com as negociações, mas sua presença não alterou a situação.

O dirigente chegou a Santo André às 17h, mas às 17h30, após uma tentativa frustrada de participar das negociações, ele deixou a cidade do ABC Paulista. O comando da Polícia Militar informou que rejeitou a intervenção do dirigente do São Paulo.

Ao sair da área de isolamento, Marco Aurélio Cunha disse que foi a Santo André para ajudar e, caso fosse preciso, tentaria convencer Lindembergue a liberar as duas jovens mantidas como reféns. "Estamos aqui para colaborar com os negociadores, não para ser protagonista no caso", comentou o vereador recém-eleito.

O caso

Lindembergue Alves, de 22 anos, invadiu o apartamento por volta das 13h30 de segunda-feira, 13, por estar inconformado com o fim do relacionamento com Heloá.

Na noite de terça-feira, ele libertou a amiga da ex-namorada do rapaz, identificada como Nayara. Pouco antes da libertação, às 22h, foi restabelecido o fornecimento de energia elétrica que havia sido cortado seis horas antes. A decisão foi tomada porque, durante a tarde, um tiro havia sido disparado dentro do apartamento e a refém seria liberada.

Nayara acabou por ser rendida novamente na manhã desta quinta-feira. Seu retorno foi pedido pelo sequestrador como condição para a libertação de Heloá, mas, quando a menina entrou no apartamento, se tornou refém de novo.

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