Nova York, 2 jul (EFE).- As asas do terminal de transportes do marco zero de Nova York, projetadas pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava, não abrirão e fecharão como previsto devido a uma redução de custos, anunciou hoje a Autoridade Portuária da cidade e de Nova Jersey.

Segundo o desenho original de Calatrava, o teto de vidro do pavilhão central da estação do World Trade Center se abriria todo ano coincidindo com o aniversário dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 ou quando o tempo estivesse bom.

As "asas" da estrutura deveriam atingir quase 50 metros, como se fossem um pássaro disposto a voar, e deixar que a luz chegasse a até 18 metros de profundidade, onde estariam as plataformas da estação.

Quando Calatrava apresentou o projeto em 2004 apontou que a idéia de deixar a luz chegar a tal profundidade não só seria como um símbolo do renascimento e da renovação da cidade após os atentados de 11-9.

O diretor-executivo da Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey, Christopher Ward, anunciou que as "asas" da estação permanecerão imóveis e explicou que Calatrava deu seu sinal verde para a mudança do projeto.

Ward reconheceu que foi "uma decisão difícil, mas correta" porque assim a estação desenhada pelo arquiteto espanhol se ajustará melhor aos outros edifícios do complexo.

Esta prevista para o "marco zero", localizado no sul de Manhattan e onde as Torres Gêmeas ficavam antes dos atentados, a construção de cinco edifícios para escritórios, terminal de transporte projetado pelo mesmo arquiteto e espaço para locais comerciais, além de um monumento e um museu em memória das quase três mil pessoas que morreram na tragédia. EFE bj/bm/rr

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