Nova York, 24 fev (EFE).- Os três americanos que ficaram reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) por 1.

967 dias encontraram entre os seqüestradores uma mistura variada de "adolescentes idealistas" e "veteranos experientes" sem medo de morrer, segundo um livro publicado hoje.

Nas 480 páginas de "Out of Captivity", que foi lançado hoje nos Estados Unidos, Thomas Howes, Keith Stansell e Marc Gonsalves contam com a ajuda do escritor Gary Brozek para relatar os detalhes de sua experiência nas selvas colombianas como reféns das Farc.

O livro narra o resgate que, em 2 de julho de 2008, levou-os à liberdade, junto à ex-candidata presidencial franco-colombiana Ingrid Betancourt e 11 policiais e militares colombianos, que também faziam parte do chamado grupo de "passíveis de troca", aos quais a guerrilha queria trocar por 500 rebeldes presos.

Howes, Stansell e Gonsalves definem seus sequestradores como "um grupo variado de adolescentes idealistas que sofreram lavagem cerebral e veteranos experientes conscientes de que somente se sai da guerrilha em um saco preto".

Os três americanos, empregados da companhia de segurança privada Northrop Grumman, que tem contratos com o Governo americano, foram sequestrados em 13 de fevereiro de 2003, após o avião no qual estavam precisar fazer um pouso forçado nas selvas do Caquetá, no sul da Colômbia, devido a disparos das Farc.

Segundo a Harper Collins, a editora de "Out of Captivity", este livro é uma viagem "ao interior de uma das organizações terroristas mais famosas do mundo".

Os ex-reféns contam detalhes sobre sua vida na selva, as vezes que estiveram a ponto de morrer por bombardeios do Exército colombiano e os maus-tratos sofridos por parte dos sequestradores.

Também relatam as "frequentemente tensas relações que mantinham com os outros sequestrados colombianos" e como essa situação os levou a fortalecer os vínculos entre os três. EFE jju/db

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