Quase cinco anos depois, o americano David Goldman conseguiu ontem, na presença do deputado americano pelo Partido Republicano Chris Smith, rever seu filho de 8 anos, que a mãe brasileira, Bruna Ribeiro, trouxe para o Brasil em julho de 2004. Goldman briga pela guarda do filho, reivindicando o cumprimento da Convenção de Haia, pela qual países signatários se obrigam a repatriar para o país onde vivia a criança “sequestrada”.

Bruna veio de férias com o filho para o Rio e não voltou para os Estados Unidos. Ela moveu uma ação na Justiça fluminense de guarda do menor. Paralelamente, se envolveu com o advogado João Paulo Bagueira Leal Lins e Silva, de quem ficou grávida. Ela morreu ao dar à luz a filha do casal, em agosto.
Goldman achou que reaveria a guarda do filho, mas Lins e Silva requisita a “paternidade afetiva”. O conflito judicial se dá entre a 2ª Vara de Família do Estado e a Justiça Federal, na qual a Advocacia-Geral da União ingressou com ação pedindo o cumprimento da Convenção de Haia. O conflito deverá ser julgado amanhã, quando os ministros da 2ª Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) voltarão a se reunir. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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