América Latina tem de reduzir emissões de gases estufa, segundo Bird

Mesmo se os países ricos reduzirem a zero suas emissões de gases de efeito estufa até 2050, as nações emergentes precisariam diminuir em até 28% seus níveis de poluição em relação ao ano de 2000, para evitar que, com o estoque de carbono na atmosfera, a temperatura terrestre se eleve em 3°C.

Agência Estado |

Mas, as emissões de gases estufa per capita podem crescer 33,3% até 2030 na América Latina e Caribe. E, atualmente, Brasil e México são os maiores poluidores da América Latina: concentram 60% das emissões de gases de efeito estufa. Essas são algumas das conclusões do relatório do Banco Mundial (Bird) divulgado ontem.

Segundo Augusto de La Torre, economista-chefe do Bird, os países emergentes precisam ter políticas de mudança do clima, pois os projetos de sequestro de carbono que estão sendo realizados não têm escala suficiente para garantir avanços na proteção ao clima. O estudo destaca a matriz energética limpa do Brasil e defende a limitação das barreiras alfandegárias para o etanol brasileiro.

A diretoria executiva do Bird aprovou um empréstimo de US$ 1,3 bilhão para o governo brasileiro, com o objetivo de financiar a agenda de mudança climática no País. A linha de crédito precisa ser aprovada pelo Congresso.

Mas, para Marco Antonio Fujihara, diretor da consultoria de sustentabilidade KeyAssociados, falta coerência na posição do governo brasileiro sobre o clima. O Brasil elaborou uma política de mudanças climáticas, mas ao mesmo tempo aprovou um plano decenal de energia que prevê dezenas de termoelétricas a carvão.

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