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Ameaça de invasão do MST põe PM de prontidão no PA

A mobilização do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) para fechar a ferrovia de Carajás a qualquer momento, segundo promessa da entidade, está assustando não apenas a Companhia Vale do Rio Doce, empresa responsável pelo transporte de minério de ferro pelos trilhos que ligam o Pará ao Maranhão, mas também fazendeiros da região. O MST anunciou hoje que não recuará de seu propósito, mesmo correndo o risco de enfrentar uma tropa de 500 homens da Polícia Militar, de prontidão há 48 horas em Parauapebas.

Agência Estado |

Um helicóptero da polícia sobrevoou hoje o acampamento dos manifestantes.

O movimento não entra em detalhes sobre suposta ocupação da ferrovia pelas 4 mil pessoas mobilizadas para, até o dia 17 próximo, lembrar os 12 anos da morte de 19 sem-terra em Eldorado dos Carajás. Até hoje, 1.500 já armaram barracas no assentamento Palmares II, onde o MST montou seu quartel general da manifestação. "Queremos que a Vale tenha responsabilidade social e ambiental, e também pague os royalties que deve para melhorar a vida do povo da região", diz um manifesto distribuído pelos sem-terra.

Para a Vale, o MST representa uma ameaça à segurança pública da região e aos que trabalham e produzem na empresa, além do setor produtivo paraense. Também afirma que as reivindicações do movimento nada têm a ver com o papel da empresa na região e que deveriam ser dirigidas aos governos federal e estadual.

Por decisão da 41ª Vara Cível do Rio de Janeiro, o coordenador nacional do MST, João Pedro Stedile, terá de pagar multa de R$ 5 mil por "ato violento ou interrupção em áreas próximas de estabelecimentos da Vale" nos Estados onde ela atua. O movimento recorreu ontem dessa decisão, alegando incompetência da Justiça carioca para julgar o caso, porque o domicílio de Stedile seria em São Paulo e não no Rio de Janeiro.

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