Ambientalistas criticam impasse em acordos sobre clima

Ambientalistas se mostraram desapontados hoje com alguns dos países mais ricos do mundo. Para eles, essas nações não se mostraram até agora capazes de assumir compromissos importantes na conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas.

Agência Estado |

Alguns dos ativistas culpam o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, por evitar o progresso nos primeiros dias na conferência de duas semanas na Polônia, iniciada ontem. Mais de 190 países discutem formas de combater a emissão de gases causadores do efeito estufa.

Savio Carvalho, da Oxfam International, disse hoje que uma aliança de grupos ambientais estava "bastante desapontada" com países industrializados, como os EUA, e com produtores de petróleo, como a Arábia Saudita. Apesar disso, o secretário-executivo da Convenção da ONU para Mudanças Climáticas, Yvo de Boer, se disse satisfeito com o ritmo das conversas. As negociações seguem até o dia 12.

Também hoje, um especialista da Oxfam, Heather Coleman, estimou que os países em desenvolvimento precisarão de pelo menos US$ 50 bilhões anualmente para lidar com as conseqüências das mudanças climáticas. O dinheiro poderia ser conseguido através de leilões de direito de emissão de gases causadores do efeito estufa, segundo a Oxfam. Com isso, os países desenvolvidos pagariam aos em desenvolvimento para poder emitir esses gases. Com esse valor, os países mais pobres poderiam atuar combatendo os problemas gerados pelas mudanças climáticas.

Protesto

A polícia informou que 11 ativistas do Greenpeace escalaram uma chaminé de uma planta que usa carvão para produzir energia na Polônia. Os ativistas querem que o país deixe de utilizar essa poluente fonte de energia. Segundo a polícia, outro grupo de manifestantes foi impedido de chegar ao local. A planta fornece 8,5% da energia elétrica do país. Cerca de 95% da eletricidade da Polônia vem do carvão.

China

O papel da China tem crescido, nas últimas negociações envolvendo o clima mundial. Antes bastante resistente a qualquer acordo, a China mudou há um ano sua postura, passando a aceitar que países em desenvolvimento controlassem suas emissões, desde que os países ricos transferissem tecnologias e dinheiro para isso.

"Agora, há uma transformação na China que abre novas possibilidades", apontou o senador norte-americano John Kerry. Porém, o país ainda apresenta muitos problemas, pois usa muito carvão para produzir energia e é o maior emissor de gases causadores do efeito estufa do mundo, desde 2007.

Pequim diz que não pretende sacrificar seu desenvolvimento por metas ambientais. A mudança de postura, porém, feita no ano passado, abriu maiores possibilidades para um acordo abrangente, capaz de melhorar as condições climáticas mundiais.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG