Ambientalista diz que forças do mal derrubaram Marina Silva

RIO DE JANEIRO - O diretor políticas públicas do Greenpeace Sérgio Leitão disse, nesta terça-feira, que a demissão da ministra do Meio Ambiente Marina Silva ocorreu em decorrência da ação de ¿forças do mal¿ personificadas no presidente Lula e na ministra da Casa Civil Dilma Roussef.

Redação |

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    De acordo com ele, foi feito um trabalho silencioso e destruidor para corroer a autoridade e a legitimidade da ministra e que a política de contenção do desmatamento da Amazônia desenvolvida pelo ministério de Marina era vista com maus olhos pelo escalão governista.

    Leitão citou uma das ações realizadas pela ministra, de suspensão da concessão de crédito dos bancos para quem ampliava a fronteira amazônica e contribuía para o desmatamento. O governo sofreu uma pressão muito forte do governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, um dos maiores produtores agrícolas do País, pois há interesses econômicos na expansão da área de produção de biodiesel e soja no Centro Oeste, em detrimento da preservação ambiental, disse.

    Essas pressões já vinham sendo sentidas por Marina desde o ano passado, quando ela disse que preferia preservar o pescoço dela que perder o juízo. O governo sabia que ela tinha uma grande representatividade junto à opinião pública e vinha, pouco a pouco, trabalhando para miná-la. Ela preferiu sair para preservar sua biografia, sua vida pública, comentou o diretor de políticas públicas do Greenpeace.

    De acordo com ele, as obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), bandeira do segundo mandato do presidente Lula, não respeitam a questão ambiental e visam promover o crescimento econômico sem acenar com um desenvolvimento sustentável.

    Todo o questionamento que a ministra fazia com relação às licenças ambientais das obras do programa, como as de hidrelétricas e rodovias, eram encaradas como entraves à aprovação dos novos projetos. Diziam que ela atrasava as obras, quando estava adequando-as com a questão ambiental, comentou.

    Falta de representatividade no governo

    O ambientalista se mostrou muito infeliz com a notícia da demissão da ministra Marina Silva e alegou que ela era o último anjo da guarda dentro do governo. Segundo ele, não há mais nenhuma referência da questão ambiental nos ministérios. Com a saída dela, o País perde uma ótima ministra e o Senado ganha uma ótima senadora, declarou.

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