Amazônia terá Guarda Nacional Ambiental, afirma Minc

BRASÍLIA - Convidado para assumir o lugar de Marina Silva no Ministério do Meio Ambiente (MMA), o atual secretário de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc (PT) afirmou nesta segunda-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concordou em colocar uma guarda nacional ambiental nos moldes da Força Nacional de Segurança para ajudar na proteção da Amazônia. A idéia proposta por Minc ao presidente era que as Forças Armadas atuassem nesta causa.

Carollina Andrade - Último Segundo/Santafé Idéias |

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    Agência Brasil
    Minc e Lula fazem reunião em Brasília
    A questão dos militares o presidente aceitou que fosse uma guarda nacional ambiental no mesmo formato da Força Nacional e que teria um efeito até mais imediato, porque não teria necessidade de mudar a Constituição, ressaltou o ministro.

    De acordo com o futuro ministro, Lula teria visto com "bons olhos" todas as suas dez condições e sugestões para assumir o Ministério do Meio Ambiente. Minc aproveitou a ocasião para anunciar que sua secretária-executiva será Izabella Teixeira, atual sub-secratária de Política e Ambiente da Secretaria do Ambiente do Rio de Janeiro. As sugestões, reivindicações e condições de trabalho foram muito bem aceitas pelo presidente e pela ministra-chefe da Casa Civil, disse.

    Durante a reunião, Minc propôs ao presidente a aplicação dos recursos arrecadados com compensação ambiental em ações de preservação da Amazônia e da Mata Atlântica. "Hoje, apenas R$ 90 milhões desse total chegam ao caixa do ministério, e o restante é usado para compor o superávit primário, afirmou.

    A posse do novo ministro, inicialmente marcada para a quarta-feira, deverá ocorrer na terça-feira da próxima semana.

    Encontro com Marina

    Agência Brasil
    Ao lado de Marina, Minc rebate críticas
    Durante o encontro com a ex-ministra Marina Silva, nesta tarde, Minc frisou a importância de dar continuidade aos trabalhos da pasta além de ressaltar que cabe ao País a proteção do bioma e o desenvolvimento de atividades sustentáveis por parte da população da Amazônia.

    Ele aproveitou a ocasião para rebater as críticas internacionais que defendem a internacionalização da Amazônia. De acordo com Minc, quem questiona a soberania da floresta deveria passar por qualificações psicológicas.

    As ajudas internacionais são bem vindas, mas desde que sejam com base científica e de sustentabilidade, acrescentou

    Críticas

    Na última quinta-feira, durante entrevista coletiva em Paris, Minc criticou o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), acusando-o de estimular o desmatamento. Na ocasião, o futuro ministro do Meio Ambiente afirmou que Maggi (PR), plantaria soja até nos Andes se pudesse.

    Ele reclamou ainda de dificuldades de ação na área de preservação ambiental e disse não ter vontade de se mudar para Brasília.

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