De quem é a Amazônia, afinal?, diz NY Times http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/05/18/texto_do_nyt_sobre_amazonia_e_bobagem_diz_peres_1317846.htmlTexto do NYT sobre Amazônia é bobagem, diz Péres" / De quem é a Amazônia, afinal?, diz NY Times http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/05/18/texto_do_nyt_sobre_amazonia_e_bobagem_diz_peres_1317846.htmlTexto do NYT sobre Amazônia é bobagem, diz Péres" /

Amazônia não está indefesa e não vai virar carvão, afirma Minc

RIO DE JANEIRO - O secretário do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, afirmou neste domingo que a Amazônia ¿não vai virar carvão. Ele chegou ao Rio, vindo de Paris, e nesta segunda-feira se reúne em Brasília com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o convidou para assumir o Ministério do Meio Ambiente no lugar de Marina Silva. http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2008/05/18/de_quem_e_a_amazonia_afinal_diz_ny_times_1317372.htmlDe quem é a Amazônia, afinal?, diz NY Times http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/05/18/texto_do_nyt_sobre_amazonia_e_bobagem_diz_peres_1317846.htmlTexto do NYT sobre Amazônia é bobagem, diz Péres

Agência Brasil |

AE
"A gente vai manter para a Amazônia não só a política que vinha sendo adotada pela ministra Marina Silva, como boa parte de sua equipe, que já se colocou à disposição. Vamos também fazer outras coisas que ela ainda não havia feito e que esperamos ter condições de realizar, disse Minc.

A declaração tem como alvo principal a comunidade internacional, que demonstrou preocupação em relação à situação da Amazônia após a saída da ministra Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente.

Minc disse que percebeu, em entrevista concedida a jornalistas estrangeiros ainda em Paris, que a primeira sinalização em âmbito internacional como reflexo do afastamento de Marina Silva foi a de que a Amazônia ficaria indefesa, uma vez que para a imprensa internacional a defensora da Amazônia estava saindo do ministério e, portanto, a região ficaria entregue.

Eu falei com a imprensa estrangeira, e uma das primeiras perguntas que eles fizeram foi 'Qual a garantia que o mundo teria de que a Amazônia não seria devastada, uma vez que a sua principal guardiã, depois de várias derrotas e enfraquecimentos, havia jogado a toalha?'

Participação das Forças Armadas

Minc disse que vai propor ao presidente Lula a participação das Forças Armadas na defesa dos parques nacionais e das reservas indígenas e extrativistas da Amazônia.

Ao admitir que considera a região o principal desafio de sua gestão à frente do Ministério do Meio Ambiente, Minc explicou que a intenção é replicar uma das medidas adotadas durante sua gestão à frente do meio ambiente no estado do Rio de Janeiro.

Aqui no Rio nós criamos os guardas-parque. Ou seja, diante da insuficiência de fiscais, colocamos destacamentos do Corpo de Bombeiros em nossos parques e áreas de proteção ambiental. Então eu vou propor ao presidente que se crie destacamentos, ou que se aloque alguns regimentos das Forças Armadas para funcionar dentro dos grandes parques nacionais, tomando conta do entorno deles e também das reservas extrativistas, replicando, com as adequações necessárias, o que fizemos aqui no Estado, disse.

O secretário do Ambiente ressaltou, porém, que a sugestão ainda terá que ser negociada entre o presidente as Forças Armadas, pois este é um papel que não me cabe, mas sim ao presidente, que é o comandante supremo das Forças Armadas. Regimentos podem vir a se integrar na defesa das unidades de conservação, das reservas extrativistas e dos seus entorno.

Exigências

Eu não vou impor condições, mas sim levar propostas, que na verdade são muito mais ainda do que aquelas que foram colocadas até agora. Eu acho que arrogância seria imaginar que eu pudesse desempenhar uma missão para a qual eu tenho realmente dúvida de estar a altura, sem ter condições de trabalho, afirmou.

Carlos Minc admitiu que as conversas que manteve até agora com o presidente Lula o levam a crer que ele vá realmente assumir o ministério. Ressaltou, porém, que as condições necessárias para que possa vir a desempenhar um bom trabalho são ainda maiores dos que a que já foram até então divulgadas pela imprensa.

Minc citou como exemplo a própria situação do Rio, onde chegou a recusar por três vezes o pedido do governador Sérgio Cabral antes que decidisse assumir a Secretaria do Ambiente, e só o fez, segundo ele, após ter recebido garantias de que teria condições adequadas de implantar a sua filosofia de trabalho.

O Sérgio [Sérgio Carbral, governador do Rio] me deu realmente todas as condições de trabalho. Eu preparei dez decretos - desde o que determinava que todas as habitações construídas tivessem energia solar até 'guardas-parque' [bombeiros para tomar conta das unidades de conservação] e ele assinou todas as dez, lembrou.

Eu tive os recursos do Fecan [Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano], as leis na Assembléia, apoio político, apoio administrativo. Não tinha uma reunião com o presidente do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] ou da Petrobras que eu não fosse também. Eu participava, por exemplo, das reuniões do Conselho Econômico do governo, que juntavam os seis secretários que discutiam a estratégia econômica. Então, o meio ambiente estava bem na fita, estava musculado. E isto possibilitou que eu pudesse conceder mais rapidamente os licenciamentos ambientais.

Carlos Minc elogiou a ex-ministra Marina Silva e o ex-governador do Acre Jorge Viana, que, segundo ele, está mais preparado para a missão.

Minc adiantou que, se assumir o cargo, vai levar para Brasília parte da sua equipe atual da Secretaria do Ambiente. Só não poderei assumir o cargo se o presidente fizer exigências as quais eu não possa cumprir, o que me parece não ser o caso.

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